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Preto no Branco

Violência na saúde

Por Bruno
Violência na saúde

A agressão a um médico em hospital particular em Divinópolis — motivo de nota de repúdio publicada pela Associação Médica de Minas Gerais, encancara a realidade vivida pelos profissionais de saúde, em especial no SUS, no Brasil. Dados do Ministério do Trabalho apontam 980 registros até essa segunda-feira, 18,  em Minas Gerais, conforme reportagem da Itatiaia, sendo 70% dos casos de violência física. Lamentavelmente, estas ocorrências passaram a ser cotidianas, e ameaça não somente os profissionais, que trabalham com medo, mas a própria população que necessita do atendimento. Visto que o atendimento já não é eficiente por falta de profissionais, que, por este motivo e o financeiro, se recusam a fazer até concursos para atuar na rede pública. E não é só isso. Muitos estão afastados  para tratamentos psicológicos com uso de medicação controlada. Situação caótica  para ambos os lados, e que chegou a um ponto desesperador. De um lado, a falha gravíssima dos Estados, União, totalmente negligentes. Do outro, um povo sofrido que paga caro, e não tem contrapartida. Sofrimento duplo e ciente de que o socorro nunca chega.

Proteção e reforço 

Abandonadas à própria sorte, entidades que representam os trabalhadores, como Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (Sind/Saúde),  organizam uma campanha pela proteção desses profissionais. O superintendente regional do Ministério do Trabalho em Minas, Carlos Calazans, afirma que buscará reforço junto às polícias Civil, Militar e à Guarda Municipal. Isso depois da deúncia do Sindicato dos Médicos, que demonstra preocupação com os rumores de retirada definitiva dos guardas das unidades de saúde, neste caso em Belo Horizonte. Medida que pode ser chamada de "paliativa", pois o problema não é só na capital mineira. Além disso, o "buraco é bem mais embaixo". Vai desde a educação frágil que sempre deixou a desejar, passa pelo Ministério da Saúde que faz o mesmo, e chega ao Congresso Nacional, onde existe uma “corja formada” por parte dos parlamentares, que ao invés de devolver para a população o que ela paga, embolsam gordas fatias. Como acreditar que esse país ainda tem conserto?

Clima de campanha

Em um momento importante visando às Eleições 2026, quadndo Romeu Zema (Novo) mira a principal cadeira no País, e seu vice, Mateus Simões, mesmo partido, a de Minas Gerais, os dois protagonizaram um "climão" em solenidade de inauguração de obra junto à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), nesta segunda-feira, 18.  A notícia logo se espalhou e os bastidores deram conta de que a equipe do governador tratou a chefe do Executivo local com "falta de cortesia" para gravar "vídeo em clima de campanha". A princípio as assessorias política e de comunicação de Zema, negaram. Mas, diante da repercussão negativa, Simões se viu obrigado a pedir desculpas à Marília, após odesconforto causado pela equipe do cerimonial do governo mineiro. Afirmou que o epsódio não foi causado por nenhuma ordem vinda do gabinete do governador. O constragimento foi tão vivsível, que a cerimônia foi pela manhã e o pedido à tarde, em outra. E veio principalmente, depois que muitas pessoas começaram associar a indiferença de Zema ao seu discurso de lançamento da pré-candidatura a presidente no sábado anterior, quando detonou o PT, partido da prefeita. Voltou atrás não por simpatia ou arrependimento, é claro, mas pelas disputas em jogo. E ainda faltou a humildade de ele mesmo pedir. Afinal, quem é o chefe do Executivo e foi duramente criticado?

Sem autorização 

E o epsódio envolvendo a prefeita de Contagem, não foi o único envolvendo o governador de Minas, nas últimas horas. Após o partido Novo ser notificado extrajudicialmente pelo filho do cantor Renato Russo pelo uso não autorizado da música "Que país é esse"?, durante o lançamento da pré-candidatura à Presidência,  Zema usou suas redes sociais para compartilhar um vídeo do cantor. O filho de Renato é o responsável pela Legião Urbana Produções, que detém os direitos sobre as músicas da banda. Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Manfredini disse que nem o governador nem seu partido  pediram para usar a música durante o evento. “Mais uma vez a extrema direita insulta a obra do meu pai, a memória dele, e faz uma afronta aos direitos autorais”, esbravejou. Horas depois da notificação, Zema fez uma postagem com um vídeo de Renato Russo defendendo os valores de “tradição, família e propriedade” e se dizendo um “capitalista nato”. Sem mais!

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