'Em cima do muro'

A movimentação nos bastidores visando às Eleições 2026 segue a todo vapor. O que acontece mais com quem já ocupa algum cargo, seja ele no Legislativo ou Executivo. Carlos Viana (Podemos) que encerra seus oito anos no Senado é um deles. Em entrevista à Itatiaia, disse que disputará a reeleição uma cadeira na Casa novamente, mas não descartou a possibilidade de concorrer ao governo. Admitiu que está já viabilizando para isso e, mas não descartou concorrer ao Governo de Minas, apesar de não saber ainda se permanecerá no Podemos. Até o início do próximo ano, todos ficarão "em cima do muro", é normal. No caso de Viana, a decisão fica ainda mais difícil. Para prefeito de Belo Horizonte já levou uma "surra" dos adversários, imagine para governador.
'Não lidera nada'
Além das costuras no ano que antecede os processos eleitorais, as disputas acirradas por agradar ou se aliar fulano ou beltrano, movimentam também os corredores. A maioria, sujos igual "pau de galinheiro". Foi o visto nesta semana, envolvendo a base da direita que tem apostado em ampliar o número de parlamentares no Senado na próxima legislatura. Dentro desta queda de braço, o ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP) fez duras críticas ao pastor Silas Malafaia, com quem vem trocando farpas nas últimas semanas nas redes sociais. Em entrevista ao portal UOL, Nogueira afirmou que Malafaia “não lidera nada” e que o ex-presidente Bolsonaro errou ao se aproximar dele. Ciro afirmou se tratar de um pastor líder de internet, que não tem nem igreja representativa no país. Por sua vez, Malafaia chamou Nogueira de “traidor” por não assinar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na semana passada. "Que vergonha. Essa raposa velha, esse camaleão que muda de lado conforme os interesses para mamar nas tetas do poder", disparou Malafaia. Neste embate, é difícil saber quem está com razão. Afinal, "são farinha do mesmo saco". Mas, é o mínimo a ser visto de agora para frente.
Corrupção impregnada
Talvez a palavra enraizada descreveria melhor. Impregnada no meio político, e não é de hoje, é fato. Mas, de onde saem os representantes da população? Do meio do próprio povo. Claro que tem suas exceções, como em todo lugar, mas infelizmente, a maioria herdou isso do país que nos descobriu, só pode! As falcatruas estão por toda parte. Empresas públicas, órgãos como o INSS, é gente dando golpe por meio telefônico, e por aí vai. Mas, ninguém ganha dos políticos. Já tem “um pezinho lá” e ainda acha facilidades e se apaixona pelo poder. Aí é “prato cheio” . Só troca de poderes, uma hora Executivo, outra Legislativo, mas os “modus operandi”, são os mesmos. Muitíssimo raro não aparecer um escândalo toda semana. Alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo de Lima Fernandes (Podemos), é o último a estampar as manchetes, pego pelos mesmos crimes. Ele foi afastado do cargo nesta quinta-feira, 14. Marcelo de Lima, de 42 anos, terá que usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça. Mais um dos escândalos, de muitos que virão à tona em breve. Pessimismo? Não. Realidade.
Começou cedo
Literalmente o sentido do título. Começou novo em tudo. Na política e a aprontar com os deslizes que ela facilita. Natural de São Bernardo do Campo, se formou em gestão pública e ingressou na vida política em 2008, com apenas 25 anos, quando se elegeu pela primeira vez vereador da cidade do interior paulista. O parlamentar mais jovem a assumir uma cadeira na Câmara da cidade. Em 2012, ele se reelegeu vereador, com 6.445 votos. Na eleição de 2022 deu um passo largo na vida política. Foi eleito deputado federal pelo Solidariedade, e atuou nas comissões de Finanças e Tributação e na de Desenvolvimento Urbano. Porém, sua passagem por Brasília foi rápida. Ainda em 2023, seu primeiro ano como deputado, perdeu o mandato, em decorrência de uma desfiliação sem justa causa do seu partido. Na alegação da legenda, Marcelo de Lima foi eleito utilizando da estrutura financeira e política da sigla e, posteriormente, se desligou sem justa causa, o que viola a legislação. Mas, tinha “uma carta na manga”. Voltar à sua cidade e disputar a eleição do ano seguinte. Boa presença e oratória idem, se elegeu prefeito em 2024. Não completou um ano no cargo e o resultado está aí.
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