Crime e impunidade

Como em outros atos, incluindo em Mariana no dia 5, data em que se completou os nove anos da maior tragédia ambiental do país, o longo período do rompimento da barragem de Fundão, foi o principal assunto comentado pelos deputados durante a Reunião Ordinária de Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira. Foram feitas diversas críticas à impunidade das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton e de seus dirigentes, que foram responsáveis pelo desastre. O rompimento em 2015, destruiu o subdistrito de Bento Rodrigues e matou 19 pessoas. Além disso, a lama com resíduos de mineração contaminou o Rio Doce e diversos de seus afluentes e atingiu o mar no litoral do Espírito Santo e do Sul da Bahia. Além disso, 49 municípios foram atingidos e milhares de pessoas prejudicadas. E acredite, em 2019, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) retirou a acusação de homicídio e lesão corporal de todos os réus, sob alegação de que as mortes foram consideradas consequências da inundação causada pelo rompimento. Situações que a cada dia fazem com que as pessoas desacreditem da Justiça com a certeza de que ela realmente não é para todos.
Acordo homologado
Protesto na terça, acordo na quarta. Coincidência, um após os nove anos da trágica data, o acordo foi homologado no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o governo mineiro começa a planejar o que precisa ser feito para colocar as ações reparatórias em prática. São R$ 170 bilhões para reparação e compensação dos danos da catástrofe, sendo mais de R$ 81 bilhões só para Minas Gerais. Conforme o Estado, parte do valor, cerca de R$ 2 bilhões, irão para a duplicação da BR-356, que liga a BR-040 até Mariana, além de obras de melhoria na pavimentação da estrada até a cidade de Rio Casca. Além de R$ 7 bilhões que serão destinados para levar saneamento básico para os 200 municípios da Bacia do Rio Doce e R$ 8 bilhões para a área de meio ambiente, reflorestamento e recuperação de nascentes. Tem ainda um fundo de recuperação produtiva e resposta a enchentes de R$ 1 bilhão que será distribuído a assistência técnica agrícola, insumos e para o projeto de Emater. Depois da intervenção da terceira instância e até de órgãos internacionais, parece que agora vai. Quer dizer, se o governo estadual fizer a sua parte, pois agora está literalmente em suas mãos.
Assentos prioritários
Aprovado em 1º turno na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), projeto que inclui pessoas com câncer entre as que terão assentos prioritários das áreas de embarque e desembarque das rodoviárias. De autoria do deputado Grego da Fundação (PMN), a matéria recebeu aprovação do Plenário nesta quarta-feira, 6. O autor do projeto argumenta que, “além do forte impacto emocional a que estão submetidos, os pacientes oncológicos frequentemente sofrem com os efeitos colaterais decorrentes dos tratamentos da doença” e, por isso, não têm condições físicas de enfrentar filas. Sem contar o desgaste em ter que usar o transporte coletivo, nada adequado nestas situações. Não resta dúvida que se tivessem condução própria, não passariam por isso. Triste é constatar que o cidadão para ter direitos básicos, precise de uma lei que obrigue.
Agora é oficial
Enfim, o Aeroporto Brigadeiro Cabral vai ter a movimentação de aviões comerciais de volta. A Azul Linhas Aéreas será novamente a empresa responsável pelos voos e o primeiro inaugural já é nesta segunda-feira, 11. As operações estavam suspensas desde 2018, quando a companhia encerrou o contrato com a Prefeitura. A Azul fará voos diários, para o Aeroporto de Viracopos em Campinas, São Paulo e para Confins em Belo Horizonte. A logística segue a mesma, o que mudou, agora no início da retomada é aeronave com menor porte, o que vai ser alterado posteriormente. As passagens já estão sendo vendidas pela companhia há pelo menos três meses. Avião pequeno ou grande, é o que menos importa. O que vale é que finalmente, a promessa decolou!
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