Nos bastidores

Com a realização do segundo turno das eleições no próximo domingo, se coloca um ponto final no processo 2024. Só nele, porque as discussões e articulações para 2026 estão a todo vapor. Prova disso é que alguns nomes já despontam visando à sucessão de Romeu Zema (Novo). Entre eles, o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que não descarta a possibilidade. Mas, esta não é a única que movimenta os bastidores. A escolha para a Mesa diretora já dá o que falar e tem até alguns nomes atuando para substituir o atual presidente da Câmara de Divinópolis, Israel da Farmácia (PP). Na próxima semana, a coluna traz mais detalhes.
Só dois
Ainda sobre as eleições que se findam neste domingo, Minas Gerais, apesar de ter a maior quantidade de municípios no país, apenas em dois deles haverá segundo turno: Belo Horizonte e Uberaba. Isso porque mesmo com o número exagerado, são raros os que possuem mais de 200 mil habitantes, exigência da Justiça Eleitoral para que haja uma segunda votação. Ainda bem. Imagine a movimentação toda de novo, sem falar no gasto exorbitante que sai do bolso do próprio eleitor.
Disputa acirrada
A motociata com a participação de do ex-presidente Bolsonaro (PL) de outros nomes conhecidos como Cleitinho e Nikolas Ferreira também do Partido Liberal, na semana passada, parece ter surtido efeito nos últimos dias. A mais nova pesquisa Quaest para o segundo turno em Belo Horizonte, divulgada nesta quarta-feira, mostra que o prefeito da capital mineira, Fuad Noman (PSD), segue à frente do deputado estadual Bruno Engler, pois a vantagem do nome do Noman para o bolsonarista diminuiu dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O candidato à reeleição continua com 46% das intenções de voto, contra 40% do aliado de Jair Bolsonaro (eram 37%). Ou seja, tecnicamente empatados dentro da margem de erro. A disputa está acirradíssima, e, com certeza, será definida com os votos dos indecisos, que também neste levantamento ainda eram 5%.
Apoio e estabilidade
Apesar do crescimento de Engler, a situação do candidato à reeleição permanece estável. Seus apoiadores se baseiam em pesquisa divulgada na semana passada, que 48% dos belo-horizontinos consideram sua gestão positiva. 34% apontaram como regular e apenas 12%, como negativa. Outro ponto apontado como positivo são os apoios que Fuad Noman vem recebendo. Enquanto, Engler conta com a força de Bolsonaro e companhia, Noman recebe o suporte da esquerda, representada pelo presidente Lula e por toda a federação PT-PV-PCdoB, assim como do PSOL e Rede Sustentabilidade e o PDT. Isso, apesar de a campanha do atual prefeito se manter como representante do centro. Na sua visão, não é necessário polarizar a disputa. Certíssimo.
Aumento nos repasses
Dentro do assunto “Outubro Rosa”, uma boa notícia. Resolução do Governo do Estado prevê esses repasses e foi apresentada em audiência. Diagnóstico precoce e desburocratização para tratamento também foram demandas apontadas na reunião. O aumento e a correção dos valores repassados pelo Executivo aos municípios para a realização de mamografias, biópsias e cirurgias oncológicas pautou audiência pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira, 23, com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e de hospitais de todo o Estado. A reunião da Comissão de Saúde integra o Tema em Foco, uma das frentes de atuação do “Assembleia Fiscaliza”, que reúne as atividades de fiscalização de diversos órgãos do Estado e monitora a execução das políticas públicas. Já foi publicada a Resolução 9.786/2024 da SES, com incentivos financeiros para os municípios no tratamento de câncer de mama. É assim que funciona. Legislativo cobrando a tempo e a hora do Executivo, em especial quando se trata de situações graves, como o câncer. Chega de mulheres esperando mais de um ano para realizar exames. Isso é inadmissível.
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