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Preto no Branco

Aprovação e despedidas  

Aprovação e despedidas  

O último sábado que antecedeu o Natal foi de expediente na Câmara com a 2ª Reunião Extraordinária desta legislatura. O encontro, à noite, o último do ano, ficou marcado por  discussões e despedidas.  O início foi meio tenso após a inversão da pauta para a apreciação inicial do projeto que determina a Organização Administrativa da Prefeitura para o próximo ano. A solicitação foi de Rodyson do Zé Milton (PV), que pediu também a votação em destaque do artigo que cria a Diretoria de Segurança Pública dentro da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana. Porém, foi rejeitado pela maioria dos vereadores. A alegação para a não aprovação é que não há um orçamento específico para a implantação e poderia comprometer outras áreas. A decisão frustou as intenções do prefeito Gleidson Azevedo (Novo) que já havia falado de sua intenção de implantar uma nova alternativa de segurança na cidade, como a guarda municipal. Mas, no fim, fizeram o que era realmente o objetivo da reunião antes das férias prolongadas: a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA). Os vereadores que não foram reeleitos, aproveitaram para se despedir da Casa, colegas e da população. 

Virou rotina 

Como dito neste PB na última semana, é raro um dia neste país "da vergonha", quando se trata de corrupção, que não amanheça com uma operação em andamento. Desta vez, a Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, na manhã desta segunda-feira, um colega de farda e outras três pessoas durante a segunda fase da  "Overclean", que investiga um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que a organização criminosa investigada teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão pagos em emendas parlamentares e desviados por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas em prefeituras. O grupo, conforme a PF, contava com o auxílio de agentes públicos para manter as operações ilegais, incluindo o acesso a informações estratégicas da própria PF, que eram repassadas por um agente que foi detido na operação. A ação é um desdobramento das investigações que já haviam resultado na prisão do empresário Marcos Moura, apelidado de “Rei do Lixo” da Bahia, e do vereador eleito Francisco Nascimento (União Brasil-BA), primo do deputado federal Elmar Nascimento do mesmo partido. Nesta fase foi determinado o sequestro de aproximadamente R$ 4,7 milhões, valor obtido pela organização criminosa por meio dos crimes investigados, e diversos veículos de luxo. Safadeza sem limite cometida, na maioria das vezes por quem deveria cuidar e preservar os bens e direitos do povo, única e exclusivamente pela facilidade em praticar os crimes e pela frouxidão das leis. 

Emendas suspensas

A polêmica envolvendo a liberação de emendas parlamentares, teve mais um capítulo nesta segunda-feira, aliás, dois, com a operação citada acima.  O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, mandou suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões nos repasses, além de determinar que a Polícia Federal investigue possíveis irregularidades na liberação desses recursos. A decisão, que atende um pedido do PSOL, aponta que o pagamento não obedeceu critérios de transparência e rastreabilidade já determinados pelo STF no início de dezembro. O ministro cita a manifestação de parlamentares que denunciavam suspeitas em relação aos recursos, entre eles o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União-BA) e Adriana Ventura (Novo-SP). Certíssimos. Tanto os parlamentares em denunciar, quanto o ministro em investigar e barrar. Não são todos, mas não é segredo que políticos usam esse recurso em troca de apoio e outras coisas mais em centenas de prefeituras país afora. 

Aumentou a coleção 

Cleitintinho Azevedo (Republicanos) é conhecido nacionalmente, não só por falar o que pensar, mas pela sua coleção de camisas de futebol, com as quais aparece na maioria dos seus vídeos. Provavelmente, tem de quase todos clubes do Brasil de todas as séries. E encerramento dos trabalhos legislativos na semana passada, viu a quantidade aumentar, quando recebeu do seu colega de parlamento, o cearense Eduardo Girão (Novo) duas camisas de presente, uma do Ceará e outra do Fortaleza. Cortesia especial que deixa de lado as preferências políticas e futebolísiticas, especialmente neste momento em que os sentimentos parecem mais aflorados que é o Natal. 

Mais de mil 

A entrega do presente foi registrada em vídeo, e Girão revela que o senador divinopolitano é um dos maiores colecionadores de camisas de futebol do país —se não for do mundo — com uma coleção inacreditável de aproximadamente 1, 2 mil peças. E que ele, apesar de gostar muito também de ter diversas representações de times, mas longe de, pelo menos, aproximar a quantidade de Cleitinho. O gesto que ganhou inúmeros elogios nos comentários do vídeo,  significa muito mais do que a paixão dos dois por política e futebol, mas, sobretudo, que mesmo havendo diferenças nos gostos e escolhas, a união é primordial para o principal a ser favorecido: o povo. 

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