Cercado de mistério

Muito mistério ainda sonda o assassinato a sangue frio do instrutor de academia nesta segunda-feira, 2, no bairro Interlagos. Crime passional? Desavença? É isso que a Polícia Civil tenta descobrir por meio da análise de celular apreendido, que pertence a um empresário, e depoimento de testemunhas. A principal delas, é um policial militar, que treinava no momento, e presenciou todo o enredo do crime. A caminho da UPA, ainda consciente, Artur Martins Santos, de apenas 19 anos, teria revelado a ele, que foi quem o socorreu, o possível autor e ameaças que teria recebido dele. O que causa estranheza, é que na hora da execução, o suspeito estava no local. Ouvido, negou toda a revelação de Artur. Por enquanto, alguns pontos ainda não batem. Porém, não existe crime perfeito, isso já está mais do que comprovado. Mais cedo, ou mais tarde, a verdade vem à tona. O que fica agora, é a constatação de uma covardia sem tamanho, tramada de forma meticulosa, e que confirma a realidade atual: a vida do ser humano perdeu completamente o valor.
'Gratidão por este emprego’
Foi uma das últimas postagens marcantes do instrutor, três semanas antes de ser executado à queima roupa. Artur escreveu na legenda de um vídeo postado no perfil da academia que tinha ‘gratidão pelo emprego’. Ele aparece em vários vídeos de humor postados no perfil do estabelecimento, quase sempre ao lado do proprietário. “Finalizando mais um dia triste, porque tenho que ir embora. #Gratidão por esse emprego”, escreveu na legenda de um post no qual ele brinca que o patrão começou a segui-lo nas redes sociais. Mal sabia, que pouco tempo depois iria embora de vez com dois tiros de pistola no pescoço e peito. E que deixaria saudade não apenas para as pessoas próximas, que admiravam o seu jeito de ser, mas uma mãe que está com o coração em frangalhos.
Sétima vez
O presidente Lula (PT) voltou a Minas Gerais pela sétima vez apenas em 2025. O petista, que já tinha visitado Contagem na semana passada, e em Montes Claros, no norte do estado, cumpriu agenda em Belo Horizonte nesta quinta-feira, 4, para anunciar o programa “Gás do Povo”. Na capital mineira, foi a primeira vez, neste ano, tendo como principal destino, o Aglomerado da Serra. O roteiro do presidente em Minas incluiria também, Ouro Preto, onde ele participaria da reinauguração de uma mina da Vale, na região Central. No entanto, com a agenda apertada, não houve tempo. A visita deve ser remarcada. Como nos eventos anteriores, os mineiros que fazem parte do governo e outros próximos estiveram com Lula no lançamento do programa, como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, de Direitos Humanos, Macaé Evaristo e o prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil). Outro que tem sido presença constante ao lado de Lula nas agendas até fora de Minas, é o senador Rodrigo Pacheco (PSD). É o nome do presidente para disputa do governo do estado, mas Pacheco estaria resistente. Pelo menos é o que se diz nos bastidores, já que o senador não iria para um embate com o senador divinopolitano. Aguardemos!
‘Gás do Povo’
O novo programa lançado por Lula no Aglomerado da Serra, maior comunidade do modelo, em Minas, substituirá o ‘Auxílio Gás’ e deverá beneficiar cerca de 50 milhões de pessoas no país, e 1,2 milhão de famílias em Minas Gerais. Terão direito a participar, as famílias inscritas no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo por mês, com prioridade para aquelas que recebem o Bolsa Família. Segundo informou Silveira, o programa deve distribuir 5 milhões de botijões de gás por ano no estado. A partir de novembro, os postos de revenda terão a placa “Gás do Povo”, e chegarão com o cartão da Caixa, ou o cartão do Bolsa Família, ou com o Vale Gás retirado na lotérica. Ainda bem que não é mais um programa, apenas uma substituição. Porque pensando na quantidade que já existe, e que boa parte que recebe, não precisa, é impossível se pensar em mais este gasto. A iniciativa é necessária, levando-se em conta as pessoas realmente carentes. Mas, marmanjo não querer trabalhar para viver às custas de benefícios, aí não dá. O que falta é organização e uma fiscalização eficiente, para que o povo que já paga tudo, ser obrigado a arcar com a vida boa de “preguiçosos”.
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