Vida que segue

Quem não tem oportunidade na sua cidade, mesmo tendo competência na área de atuação, faz o quê? Aceita convites de outros municípios. É assim que funciona e vida que segue. Os exemplos mais recentes são de dois nomes conhecidos que já atuaram no Município e região em cargos importantes. Gláucia Sbampato, que já foi superintendente regional de Saúde, secretária na mesma pasta em nova Serrana— muito boa no que faz, diga-se de passagem, aceitou o convite da Prefeitura de São João del Rei, e se mandou para a cidade para assumir o Saúde do município do Campos das Vertentes. Seu marido, que foi candidato a prefeito, e também já exerceu cargos importantes em Divinópolis, fez o mesmo caminho. É novo secretário de Desenvolvimento Econômico também da cidade natal de Tancredo Neves. Sua última atuação foi na chefia de gabinete do vereador Wesley Jarbas (Republicanos), na Câmara, onde contribuiu de forma decisiva com sua experiência auxiliando o então novato parlamentar ainda no seu primeiro mandato. O ex-prefeito de Cajuru, Edson Vilela, não fez diferente. Foi levar seus conhecimentos como excelente gestor à Secretaria de Governo na Prefeitura de Carmo da Mata. É isso aí. A vida é feita de novos ciclos e desafios. Mas, isso, esses três tiram de letra, pode crer!
Não abala
A pressão que vem de todos os lados, incluindo os Estados Unidos por ordem de Donald Trump, não abala a atuação e decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em semana decisiva do julgamento, ele determinou a prisão de mais quatro pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo informações do jornal o Globo, os mandados de prisão foram expedidos após o fim da permissão de recursos das ações. Entre os condenados, estão Jorgeleia Schmoeler e Robson de Souza, ambos receberam a pena de 14 anos de prisão. Ela aparece em um vídeo invadindo o Congresso Nacional, onde aparece falando que estava “ajudando a invadir os Três Poderes”. Já Souza é visto em outro vídeo dentro do Palácio do Planalto. Os outros dois, Evandro Medeiros e Márcio Rodrigues, foram condenados a dois anos e cinco meses de prisão. Eles não invadiram os prédios, mas conforme as acusações, estavam em acampamento em frente ao Quartel General do Exército, e a condenação é por incitação ao crime e associação criminosa. Os quatro fazem parte de um grupo que tentou a todo custo na Justiça escapar, mas tiveram o mesmo destino dos demais.
Mais de 100
E mais de dois após a invasão, as condenações não param. O Supremo divulgou no mês passado, um balanço que informava a condenação de mais 119 pessoas pelos atos. De acordo com o órgão, foram produzidas provas explícitas “pelos próprios envolvidos, como mensagens, fotos e vídeos publicados nas redes sociais”. Infelizmente, hoje em dia, ninguém escapa de muitos que sempre estão com celular na mão expondo a imagem de alguém. No entanto, neste caso, os próprios acusados produziram provas contra si.
Favoráveis à anistia
Enquanto o julgamento e as condenações "rolam solto", a mira dos apoiadores do ex-presidente Bolsonaro (PL), é o projeto da anistia. O líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, revelou nesta segunda-feira, 8, que já conta com 264 assinaturas de parlamentares favoráveis à proposta de anistia em tramitação na Casa. O parlamentar disse estar em contato com líderes de partidos do centro para ampliar esse apoio e aguardava ainda ontem uma reunião com o presidente da Comissão, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar da escolha do relator. Cavalcante disse que o nome deve sair de um partido de centro, e não do próprio PL. Entre os cotados, Rodrigo Valadares (União-SE) e Luizinho (PP-RJ). Jogou a responsabilidade da escolha para cima de Mota, que por sua vez, está meio que escorregando. Aguardemos!
Votação e veto
Apesar da pressa em agilizar a tramitação da proposta, Cavalcante descartou a possibilidade de votação ainda nesta semana, já que as sessões da Câmara serão virtuais. Ele admite também ainda a chance de veto presidencial, mas defendeu que o Congresso tenha disposição para derrubá-lo. Não é preciso ser expert em política para ter certeza de que o presidente Lula (PT) irá vetar, e que o Congresso vai atuar para derrubá-lo, caso seja realmente aprovado. Impasses que, por certo, não resolverão ainda neste ano. Resultado: polêmica que promete para 2026, quando todos estarão a todo vapor pensando nas urnas.
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