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Preto no Branco

Filho feio 

Por Bruno
Filho feio 

O presidente da Câmara Israel da Farmácia (PP), aproveitou seu tempo na tribuna da reunião da Câmara desta terça-feira, 9, para reclamar de um colega que estaria se apossando de uma obra solicitada por ele. Trata-se de uma melhoria no bairro Esplanada e Israel ficou muito bravo. Esbravejou, disse não ser a primeira vez e, que, como sempre, “filho feio não tem pai”, mas quando é bonito aparece um monte se dizendo o genitor. Só não falou o nome. Muitos, até da própria Câmara, ficaram curiosos. Este PB apurou e descobriu que o vereador em questão, não votou os projetos na pauta da reunião e não mora tão longe do local. Agora, se o presidente não falou quem é, a coluna também vai preservá-lo. 

Na contramão 

Na mesma reunião, dois vereadores, também durante o uso da fala, tiveram posições contrárias à do presidente. Walmir Ribeiro (PL), se dirigiu a Flávio Marra (PRD) falando de conquistas na região de Ermida, onde Ribeiro tem raízes, que é bem-vindo por lá. Disse que não se importa em dividir com ele méritos, pois as melhorias são para comunidade. Já Wellington Wel (PP) fez o mesmo com o Rodyson do Zé Milton (PV), quando falou sobre unidade de saúde do bairro Lagoa dos Mandarins. Reconheceu e citou a experiência de Rodyson na questão. Na política, onde a maioria faz de tudo para bater no peito e dizer: “Eu fiz, faço e aconteço”. “O mérito é meu, e exijo isso”, humildade assim é raro. Aplausos! 

Nota de repúdio 

Por falar em Câmara, a Casa divulgou, nesta terça-feira, 9, uma nota oficial em que manifesta “veemente repúdio” às declarações do pastor Wilson Botelho durante reunião da Comissão de Justiça, Legislação e Redação. O encontro debateu a situação de pessoas em situação de rua, quando Botelho fez uso da fala que gerou forte repercussão.  Conforme o Legislativo, as declarações são consideradas “inaceitáveis, repugnantes e incompatíveis com os valores de uma sociedade democrática e com o dever de proteção à dignidade humana”. Disse não compactuar com incentivos à violência, intimidação ou qualquer forma de expulsão sumária de pessoas em vulnerabilidade social. E não foi só a Câmara. A deputada Lohanna França (PV), protocolou nesta terça-feira, 9, representações no Ministério Público, no Ministério do Desenvolvimento Social e no Ministério dos Direitos Humanos contra o pastor. No mínimo, intrigante. O pastor Wilson, é conhecido na cidade por um comportamento completamente diferente do  falado no calor da emoção. Desde que chegou à cidade realiza um trabalho acolhedor e assistencial a estas pessoas, em diversos pontos da cidade, entre eles o “Carrapateiro”. Ele precisa ser ouvido, e por certo, terá uma explicação plausível. É uma questão de justiça.

Em polvorosa

Foi como ficaram alguns apoiadores do ex-presidente Bolsonaro (PL) com o voto do ministro Luiz Fux no julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta quarta-feira, 10. Entre eles, Cleitinho Azevedo (Republicanos), Nikolas Ferreira (PL) e Bruno Engler (PL). Isso porque, além do voto, o ministro argumentou pela nulidade do processo ou, ao menos, que o chamado núcleo central da trama golpista seja levado ao plenário da Corte e apreciado por seus 11 componentes. Os três foram às redes sociais para repercutir as falas do ministro. O mais afoito foi Nikolas que fez diversos comentários, para variar. Escreveu falas irônicas acerca do voto de Fux, chegando a pedir que a transmissão mostrasse o rosto do relator do caso, Alexandre de Moraes. Porém, a euforia promete não durar muito. Bastidores dão por certo, que o voto da ministra Carmen Lúcia vai acabar com a alegria precoce. Igualzinho um ditado conhecido: “a alegria de pobre dura pouco”! Neste caso, de alguns políticos de direita. 

Se mobilizam 

Enquanto políticos apoiadores e contrários trocam farpas pessoalmente e nas redes sociais, especialmente depois do voto de Fux, apoiadores do ex-presidente se mobilizaram para uma manifestação em frente ao STF. Isso depois do encerramento da sessão da manhã, que terminou por volta de 12h. O principal foi o líder da oposição, o deputado Luciano Zucco (PL). O objetivo foi tirar o foco da votação para que outras decisões favoreçam os réus.  Todavia, não deu muito certo, por enquanto. Pois o próprio Fux foi favorável à condenação de Mauro Cid. 

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