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Preto no Branco

Que país é esse?

Que país é esse?

Faltam adjetivos para descrever o caso investigado pela Polícia Federal (PF) na cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Operação na manhã de ontem, chamada de Saude Eleitoral, apura a fraude na fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) em troca de apoio político e votos nas eleições do ano passado. Segundo as denúncias, que chegaram à Câmara do município, inseriram seus nomes e de parentes no sistema para ‘segurar as vagas’. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Queimados e Brasília. O nome dos suspeitos não foram revelados. Eles podem responder por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informação e corrupção eleitoral.

Como acreditar?

Uma vergonha total, mas que, infelizmente, também é o retrato do Brasil. Um país onde alguns políticos fazem de tudo para se manter no poder, não importa o cargo. O pior é que são justamente essas maçãs podres que prejudicam e travam aqueles que realmente querem trabalhar por sua cidade. E, enquanto ajudam uns poucos em troca de votos, prejudicam milhares à espera de um atendimento médico. Quem participa deste tipo de esquema, especialmente numa área tão delicada quanto à Saúde, não tem qualquer senso de responsabilidade e humanidade. E, para além das penalizações no âmbito criminal, deveriam ser proibidos de jamais pôr o pé em qualquer cargo público novamente - caso sejam condenados. 

Centralização

Sete horas. Esse foi o tempo que os 38 ministros do governo Lula (PT) passaram reunidos na segunda-feira. O assunto é óbvio: as sucessivas derrotas narrativas do governo para a oposição, particularmente na situação entre a Receita Federal e o PIX. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, “é preciso, nesse mundo de alta velocidade da comunicação, que a informação organizada chegue primeiro à população, antes de chegar a mentira, antes de chegar a desinformação”. Ou seja, a ideia é, a partir de agora, enviar todas as decisões ao crivo da presidência da divulgação. 

Planejamento

Com o novo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), o intuito é criar um planejamento de comunicação para explicar todas as decisões à população. A medida é, de fato, importante. No entanto, a guerra de narrativas sempre existirá, sejam elas pautas por fatos ou distorções. Um lado quer sempre prevalecer, é natural do processo político, ainda mais no polarizado Brasil. Outra questão é jogar integralmente a culpa sobre a comunicação. O governo também precisa aceitar que algumas de suas decisões são ruins e, consequentemente, vão gerar desconforto popular. Não dá para querer agradar todo mundo. 

IPTU

O começo de ano costuma ser de contas a pagar. A vereadora Kell Silva (PV) sugeriu uma proposta já aplicada em algumas cidades: a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para as famílias afetadas pelas chuvas. Aqueles que perderam bens materiais têm outras prioridades para reconstruir suas casas do que o pagamento do imposto. Com critérios sérios, é possível implementar a medida. A ver, no entanto, se a proposta avançará. A medida daria tranquilidade aos afetados pelas chuvas, com um senso de humanidade e empatia. Bom começo.

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