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Preto no Branco

Melhorias e pedágio

Melhorias e pedágio

A Rodovia da Morte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, agora será administrada pela empresa 4UM, vencedora da licitação válida pelos próximos 30 anos. O investimento estimado é superior aos R$ 9 bilhões. O contrato prevê a duplicação de 106 quilômetros, além de melhorias nas vias, bem como pontos de parada e descanso, áreas de escape, travessias para pedestres e outros aportes. E, claro, devem ser instaladas cinco novas praças de pedágios em Caeté, João Monlevade, Jaguaraçu, Belo Oriente e Governador Valadares, com valor da tarifa entre R$ 11 e R$ 13,75.

Tragédias viram rotina

A assinatura do contrato aconteceu ontem, dia que amanheceu com mais um acidente na referida rodovia. Três homens, entre 30 e 45 anos, morreram em uma colisão entre caminhonete e carreta. A fatalidade reforça a necessidade de melhorias nas rodovias mineiras. São diversos trechos que carecem de segurança. E, pior, cada vez mais vemos um trânsito dominado pela imprudência, pressa, desatenção e tantos outros fatores que potencializam tragédias. Conforme divulgado nesta semana, o motorista da carreta bitrem que bateu em um ônibus em dezembro do ano passado estava sob efeito de álcool, ecstasy e cocaína. O acidente provocou a morte de 39 pessoas. 

Mundos paralelos

E as contas seguem aumentando. A partir de 1° de fevereiro, o preço dos combustíveis aumentará novamente, devido ao reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Junte isso ao IPTU, IPVA, materiais escolares e tantas outras contas. O salário-mínimo, que pouco aumenta, parece cada vez mais incapaz de lidar com as despesas do mês. Para isso, o trabalhador precisa se desdobrar e buscar um segundo emprego para aguentar tamanha pressão financeira. E, como bem apontado pelo senador Cleitinho (Republicanos), no alto escalão as mordomias continuam - e com reajustes anuais generosos. Um verdadeiro tapa na cara de quem banca tudo isso: o povo. O problema é que os discursos de cortar na carne nunca se concretizam. Basta chegar um projeto ou uma reforma com esse intuito chegar ao Congresso para ser barrado. Falta coragem e uma adesão coletiva para, de fato, viabilizar mudanças neste sentido. Até lá, uma classe, a trabalhadora, rala todos os dias para sustentar outra, a política, com seus egos e vaidades, sem coragem de abrir mão dos privilégios disfarçados de direitos. Obviamente, não pode-se generalizar. Há bons políticos que fazem valer o salário e buscam melhorias para suas cidades e estados. Mas, infelizmente, eles ficam reféns de um grupo que apenas deseja se perpetuar no poder. 

2026

As movimentações para 2026 não param. Segundo informações dos bastidores políticos em Brasília, o governo federal segue preocupado com sua comunicação. Uma das conversas sobre o tema teria sido com o prefeito de Recife, João Campos (PSB), um dos mais populares nas redes sociais. A ideia seria fortalecer a Secretaria de Comunicação do governo Lula (PT), já visando inclusive o cenário eleitoral de 2026. No entanto, já circulam sinalizações de que o atual presidente pode não ser candidato à reeleição. Sem Lula, há tempos a esquerda carece de nomes com popularidade similar. Nesse ponto, caminho livre para a centro-direita.

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