Alerta

Minas Gerais contabilizava, até ontem, 75 cidades em situação de emergência ou calamidade, incluindo Divinópolis. Ao todo, 26 pessoas morreram em decorrência dos temporais que atingem o estado. Apesar da expectativa de redução do volume de chuvas, 386 municípios. Ou seja, o cenário ainda é de alerta. A população deve ficar atenta às orientações da Defesa Civil e acionar os órgãos competentes sempre que necessário.
Dengue
Se as chuvas podem perder força nas próximas semanas, a dengue começa a mostrar a sua. Minas Gerais já tem mais de 2 mil casos suspeitos, sendo 536 confirmados e uma morte em investigação. As notificações subiram mais de 600% entre a semana passada e a atual. Outra preocupação é o reaparecimento do sorotipo 3, que ampliou sua disseminação após 17 anos. Devido à baixa circulação no passado, a população pode estar mais suscetível à contaminação. Mais um alerta pra conta.
Sem convicção
O governo federal precisa ser chamado por aquilo que é politicamente: fraco. Ora, se não há convicção para sustentar uma decisão da Receita Federal, considerada meramente técnica e burocrática para ampliar a fiscalização contra a sonegação, quem dirá quando, de fato, for preciso discutir temas polêmicos e mais espinhosos? A revogação da medida é um claro sinal de fraqueza e fragilidade em relação à percepção pública. Há inúmeras perspectivas pelas quais o tema pode ser analisada a guerra de narrativas vigente no país. De um lado, influencers interessados apenas em atacar. Do outro, lideranças focadas apenas em defender. Para ambos, seu lado está sempre certo. Mas, entre eles, é possível ver, talvez com a ajuda de um microscópio, pessoas confusas e desconfiadas com o atual cenário entre a falta de clareza e a desinformação.
Qual caminho?
Para quem não sabe onde vai, todo caminho é errado. O atual governo tem inúmeros problemas. Para muitos, a comunicação do governo federal é ruim. De fato é. As medidas são anunciadas sem preparar o terreno, sem explicações claras e objetivo e, o pior, nem mesmo o governo parece acreditar no que está falando, visto a revogação da medida. Hoje, a comunicação de Lula é apenas reativa. Espera o fogo se alastrar, é consumido pelo desgaste e reclama do cheiro da fumaça. Parece não haver diálogo com os setores da sociedade civil e a imprensa, mitigando logo na raiz o potencial danoso de informações contrárias. Por outro lado, culpar apenas a comunicação, é subestimar a capacidade da população em se informar e compreender o que está sendo dito. Por vezes, o projeto pode ser mesmo ruim. E, nesses casos, não há comunicação que salve.
Os escolhidos
As movimentações visando as eleições de 2026 já estão a todo vapor. O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), ganha cada vez mais protagonismo nas agendas pelo estado. Ele é considerado por Zema, do mesmo partido, como seu sucessor natural. Outro nome é o de Nikolas Ferreira (PL), cada vez mais popular nas redes sociais, especialmente após as críticas contra a decisão da Receita Federal. Outro nome que pode aparecer na disputa é do senador Rodrigo Pacheco (PSD). E, falando em senador, qual será a decisão de Cleitinho (Republicanos)? Tentar o governo ou a presidência? Qualquer que seja sua escolha, é fato que já larga entre os favoritos.
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