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Preto no Branco

Liberdade de expressão 

Por Bruno
Liberdade de expressão 

Muito se fala no assunto e a importância dele, em especial pela imprensa, que na época sombria vivida no Brasil, não tinha voz. Ainda bem que passou e hoje a realidade é outra. Não somente nos meios de comunicação oficiais, mas nas redes sociais — apesar de muita gente achar que sabe sobre tudo, e falar o quer — e em outros segmentos, como o político. Neste sentido, a Tribuna Livre nos legislativos é um dos caminhos. Por lá, os representantes da população são soberanos em seus discursos, e para apresentarem seus pontos de vista sobre os mais diversos temas. Certíssimos. Lá é o local ideal para isso. Mas, a partir do momento em que a direção de uma Casa, como a Câmara de Divinópolis permite que ela seja usada para interesses pessoais, ataques infundados e covardes, xingamentos e palavreado de baixo calão, aí extrapola todos os limites. Há muito, não se via no Legislativo da cidade, comportamentos tão fora de propósito. Uma vergonha!

Para o povo 

Embora muitos ainda desconheçam e o interesse deixe a desejar, a tribuna é aberta também para o povo. É um canal, onde a comunidade, ou seus representantes podem usar para fazer denúncias, cobrar melhorias, enfim, dar o seu recado. Mas, o interessante, é que, pelo menos em Divinópolis, o cidadão que se inscreve para falar sobre um determinado assunto, ele precisa se ater a ele. Seguindo o que dita o Regimento Interno, o presidente da Mesa Diretora pode até cortar o microfone se a regra não for cumprida. Controverso, é que para a população que elegeu seu representante que ali está, paga seu salário e é carente de assistência, existem normas. Mas, o vereador se aproveita de sua prerrogativa para falar "merda", e está tudo bem. Vai entender!

Caminho livre 

É o que diz a explicação sobre a Tribuna Livre? É focada principalmente na liberdade de expressão. É uma espécie de palanque, posto elevado onde se posiciona um orador para falar publicamente. Foi construída  no Largo de São Francisco no início dos anos de 1960, tem forte carga simbólica, pois representa a liberdade para se falar, elemento chave  de um território livre. Exatamente. Foi o que idealizou Adriano Marrey, quando estudante em 1932; depois se tornou advogado e magistrado. Mal, sabia ele, que futuramente, se veria tanta aberração nesse "direito à fala". Esse, sim, deve revirar no túmulo com alguns "discursos" atuais. Não, como afirmam os fake toys, que se escondem atrás de um nome falso nas redes para criticar e atacar quem fala a verdade. 

Falta tudo

Traquejo, conhecimento, jogo de cintura, humildade...Falta quase tudo a boa parte dos políticos de hoje. Não se comportam de forma adequada, falam sem conhecimento de causa — como o vereador gaúcho, que confundiu tombamento  de imóvel, com demolição —, não conseguem lidar com questionamentos e críticas e se acham donos da verdade, e acima da lei. Pois bem. Falta à maioria, entender que não são donos dos cargos, estão neles, e ninguém sabe até quando. Hoje são procurados, bajulados, possuem alguns privilégios, mas amanhã, podem ser um "Zé ninguém", como eram antes de "brincar de representar o povo". Isso é o básico que precisam estar cientes, para depois não dizerem que ninguém avisou. 

Rejeição total 

Não por acaso, que pelos motivos citados acima, e muitos outros, a maior parte dos brasileiros manifesta rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, ao atual modelo de governo e quem esteja no poder. É o que diz uma pesquisa do instituto Ipsos, revelando ainda que apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos que já votaram. Isso, há alguns anos atrás. Imagina hoje! Certamente, em breve, um levantamento semelhante e atual deve ser revelado, visto que falta pouco mais de um ano para as eleições de 2026. A onda de negativismo é tanta, que contaminou os eleitores, visto que nem fazem questão de ir mais às urnas. Basta conferir quantos anulam os votos ou deixam de votar em cada processo eleitoral. Comecem por Divinópolis, que no momento, mais cinco mil estão pendentes com a Justiça Eleitoral. Aí vão entender o que este PB está falando. 

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