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Preto no Branco

É elogio, sim!

É elogio, sim!

Sim. Divinópolis é a única cidade de Minas Gerais que usa o transporte público a não reajustar pelo quinto ano consecutivo, o valor da passagem. Com isso, o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) pode entrar para história, ao novamente, poupar o povo de arcar com mais um aumento. É a primeira vez em todas as gestões do Município que um prefeito “tem peito” para enfrentar as empresas que prestam o serviço na cidade e favorece quem realmente utiliza esse meio de locomoção. Critique quem quiser, fale também quem achar que deve – é um direito dentro da liberdade de expressão – mas é um grande feito, sim! Precisa ser destacado e Gleidson tem todos os méritos. Não atender a sugestão do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran), mesmo que fosse um reajuste menor, e ter alternativa para suprir o valor junto ao consórcio responsável, tem um nome: eficiência na gestão. Antes que alguém diga que o dinheiro usado veio da multa que a Copasa pagou ao Município, que poderia ser investido nisso, naquilo, que o Agora tem lado… Não é novidade. O importante é que tinha o valor para usar e, certamente, o restante será investido em outras demandas que a Prefeitura julgar necessário. Esse elogio, é sim, para aqueles implicantes, inconformados que se sentem realizados em instalar o caos. Saber reconhecer o mérito do outro não é se sentir pequeno, ao contrário, é um gesto de grandeza.

Reunião-teste

Antes da volta do recesso marcada para 4 de fevereiro, os vereadores têm um compromisso na Câmara. E já é de Divinópolis é na próxima segunda-feira, quando participam à tarde, mesmo horário dos encontros habituais de uma reunião-teste, simulando uma reunião ordinária. O evento além de marcar o início dos trabalhos da Escola do Legislativo visa preparar os parlamentares para o retorno dos trabalhos no início do próximo mês.  A iniciativa do Legislativo, muito boa, diga-se de passagem, é apoiar os escolhidos pelo povo na última eleição, especialmente os que assumem o primeiro mandato. A iniciativa significa a boa receptividade da Câmara e pode gerar confiança naqueles que estão chegando. Palmas.

Para relembrar

Uma série de cerimônias realizadas ontem, marcaram os dois anos do 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. A programação começou com a reintegração ao acervo de obras de arte que foram destruídas na época. O evento foi no Palácio do Planalto, e teve pronunciamento do Presidente Lula (PT). O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como era esperado, recusou o convite para participar. Mas outras dezenas de autoridades, incluindo ministros da Justiça, marcaram presença. Um dos momentos marcantes foi a reintegração de um relógio histórico do século XVII, que precisou ser enviado à Suíça para ser restaurado. A peça foi trazida ao Brasil por Dom João VI. Sem dúvida, um momento especial para relembrar uma data que manchou a democracia do Brasil e jamais será esquecida.

Ainda presos

Em consequência dos atos antidemocráticos há dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 371 pessoas. São homens e mulheres de idades distintas, incluindo idosos, todos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Três estão trancafiados no Floramar. Eles invadiram a Praça dos Três Poderes, em protesto ao resultado das eleições de 2022, e muitos gritavam por uma intervenção militar por parte do Exército. O relator das investigações e julgamentos é o ministro Alexandre de Moraes, considerado o grande vilão da história por parte dos envolvidos e integrantes da direita no Brasil. O motivo de tanta raiva é que todos respondem pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Mas, na opinião dos apoiadores, há exagero e abuso nas punições. É aquela coisa: tudo na vida tem consequência. Para evitar é  só não aprontar, não existe outro caminho. Ainda mais quando o objetivo é beneficiar e cultuar, deuses terrenos. 

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