Curioso

A edição impressa do Agora desta quinta-feira, 23, traz uma matéria exclusiva sobre os investimentos da Prefeitura de Nova Serrana, sob a gestão do prefeito Fábio Avelar (Avante). O Executivo municipal destinou quase R$ 3 milhões para a contratação de shows públicos somente em 2025. Os recursos foram aplicados em dois eventos promovidos pela Prefeitura: a Festa do Trabalhador e a Festa do Migrante. A primeira, realizada em maio, contou com apresentações de Bruno & Marrone e Simone Mendes. A renomada dupla recebeu R$ 780 mil, enquanto a cantora sertaneja recebeu R$ 720 mil. Amado Batista também foi uma das atrações e recebeu R$ 380 mil. Considerando os demais artistas, o custo total dos shows da festa ultrapassa R$ 2 milhões. Na Festa do Migrante, os cachês pagos aos artistas João Vitor & Ruan, Paula Fernandes e Juliana Bonde somam quase meio milhão de reais no somatório. O que chama atenção é que, no início do ano, o prefeito declarou em coletiva à imprensa que a Prefeitura enfrentava uma grave crise financeira. O que será que mudou de lá pra cá?
R$ 1 bilhão
A reportagem da Folha de São Paulo evidenciu que a Câmara dos Deputados gasta mais de R$ 1 bilhão por ano com salários, gratificações e benefícios pagos a servidores cuja carga horária não é controlada nem supervisionada — e que, em muitos casos, sequer desempenham funções ligadas ao Legislativo. O montante atingiu recorde sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB). Atualmente, há cerca de 10 mil secretários parlamentares contratados pelos 513 deputados para atuarem em Brasília ou nos estados de origem. A única comprovação da atuação ou do cumprimento das 40 horas semanais exigidas é uma declaração assinada pelo próprio gabinete. Esse tipo de brecha permitiu, por exemplo, a contratação de três funcionárias fantasmas no gabinete de Motta, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Toda essa situação representa um verdadeiro desrespeito com o contribuinte. Até quando vamos normalizar o uso irresponsável, inconsequente e imoral dos recursos públicos? O Brasil ainda precisa evoluir — e muito — nesse aspecto.
Funcionários fantasmas
A reportagem da Folha de S.Paulo revelou a existência de servidores fantasmas no gabinete de parlamentares da Câmara Federal. Uma fisioterapeuta, por exemplo, estava vinculada ao gabinete do presidente da Casa, mas atuava em clínicas de Brasília quatro vezes por semana. Outra funcionária exercia ao mesmo tempo o cargo de assessora na Paraíba e de assistente social em uma prefeitura, ambos durante o horário comercial. Ambas foram exoneradas após a reportagem questionar o deputado. Já Louise Lacerda, terceira funcionária citada, continua no cargo: ela é filha e sobrinha de políticos próximos a Motta e cursa medicina. Chegou, inclusive, a residir no Rio Grande do Norte durante parte da graduação. Casos como esse não são isolados na Câmara dos Deputados. Muitos assessores recebem altos salários sem corresponder à expectativa de trabalho em benefício da população. Em Brasília, os secretários parlamentares só precisam registrar ponto com biometria para obter horas extras nas sessões noturnas de terças e quartas-feiras. Fora esses dias, não há controle de presença. A sociedade precisa se mobilizar, cobrar providências e exigir soluções mais eficazes e econômicas.
O aliado de Lula
O presidente Lula (PT) tem como principal aposta para o Governo de Minas o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Ainda sem oficializar sua candidatura, o parlamentar vem intensificando suas agendas pelo interior do estado. Nesta quinta-feira, por exemplo, Pacheco dividirá o palco com o presidente durante uma visita a Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. Ele é o favorito de Lula e de setores do PT para disputar o Palácio Tiradentes nas eleições do próximo ano. A nova direção estadual do partido, inclusive, já planeja uma reunião com o senador para convencê-lo a assumir a candidatura. Esta não será a primeira vez que os dois participam juntos de eventos em Minas Gerais. Em 12 de junho, estiveram em Contagem, e, no início deste mês, Pacheco divulgou nota agradecendo o apoio recebido por parte do presidente, afirmando não ter objeções a uma eventual coligação com o PT. O senador desponta como um nome forte para enfrentar adversários como Cleitinho (Republicanos) ou Nikolas Ferreira (PL) na disputa estadual.
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