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Preto no Branco

Rifados 

Por Bruno
Rifados 

É o que pode ser dito de momento sobre os nomes que surgem para as disputas eleitorais do ano que vem. Tanto para o governo de Minas, quanto à Presidência da República, a cada semana aparecem possíveis pré-candidatos. É aquela coisa: os prováveis postulantes são rifados. Se emplacar, passa a ser a aposta. Um deles é Romeu Zema (Novo). De tanto demonstrar este objetivo, seja ele por meio de críticas ao governo Lula, ou apoiando o ex-presidente Bolsonaro em seus atos. O fato é que já colocou seu nome como pré-candidato e confirmará isso nos próximos dias. E com o aval de Bolsonaro. Resta saber se esse apoio prevalecerá até o momento decisivo no início de 2026, visto que, na política, os interesses próprios sempre falam mais alto. E até lá, centenas deles vão “pousar" em diversos pensamentos e cabeças.

Estado

Na disputa pela principal cadeira do Estado, atualmente ocupada por Zema, a situação não é diferente. Ele aposta no seu vice Matheus Simões (Novo). Por fora correm outros nomes, alguns já ganharam a preferência dos eleitores, como é o caso do divinopolitano Cleitinho Azevedo (Republicanos). Além do senador, o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o "queridinho" dos servidores públicos, e Rodrigo Pacheco (PSD), não por vontade própria, mas por uma "forçada de barra", do presidente Lula (PT). Inclusive o anunciou em evento no Vale do Jequitinhonha, na última semana. No entanto, os bastidores dizem o contrário. Cleitinho e Pacheco não se enfrentarão nas urnas porque existe todo um contexto envolvendo os dois e o deputado federal Euclydes Pettersen, também do Republicanos. Este que deve disputar uma cadeira no Senado. Situação que só comprova que quando a coisa afunilar, o cenário pode se tornar bem diferente do atual. 

Caminho sem volta 

A advogada Adriana Ferreira saiu na frente e com muita maestria, quando teve a ideia de criar a campanha: "Família e jogatina não combinam"! Afinal, como profissional, testemunhou muitas "desgraças" envolvendo pais, filhos, mães, e outros, que, por causa do vício em jogos na internet acabaram com a paz familiar, se afundaram em dívidas, entraram num caminho sem volta e, em casos mais extremos, tiraram a própria vida. Isso quando não eliminaram outras pessoas que se recusaram a colaborar para o sustento do vício. Foi o que aconteceu com a professora Soraya Tatiana de Belo Horizonte, morta pelo próprio filho, que não tinha mais a quem recorrer para pagar dívida absurda por causa dos jogos. O crime ocorreu entre 17h e 19h30  da sexta-feira, 18, deste mês. O corpo da mãe foi achado sob um viaduto da cidade de Vespasiano, na região Metropolitana da capital. Crime que choca pela crueldade, em especial por se tratar de quem foi o autor, que, no velório agiu como se fosse apenas um filho desesperado pela perda, sendo amparado por familiares e amigos. Situação que já acendeu um alerta há muito tempo e está próximo a explodir de vez, se algo urgente não for feito. Mas de forma séria, não o que foi visto na CPI das Bets no Senado. E que campanhas, como a idealizada por Adriana Ferreira, tenham apoio com a seriedade que exige o assunto, não só por parte de autoridades responsáveis, mas principalmente pela população que "não está nem aí", e só se movimenta quando "o bicho pega". 

Prisão preventiva

O suspeito, o filho da professora citada acima,  Matteos França Campos, confessou o crime. A decisão pela prisão preventiva é  da juíza Juliana Beretta Kirche, e foi divulgada neste domingo, 27. No entanto, o processo tramita em segredo de justiça. Por isso, não se  sabe quais são os próximos passos, e é o que todos querem saber. Visto que a preventiva apenas exige que a pessoa fique presa durante a investigação, pois existe o risco de que o suspeito fuja ou tente atrapalhar a investigação.  Após 90 dias, é  feita a reavaliação da permanência na prisão. Neste caso, é provável que isto ocorra devido a repercussão do caso. Até porque o inquérito ainda  não foi concluído pela Polícia Civil (PC). Depois disso, a decisão do que fazer é com o Ministério Público. Tragédia que poderia ter sido evitada, se o Brasil tivesse políticos sérios, que mantêm leis retrógradas e não criam novas, pois se pensarem no benefício do povo, ferram eles próprios. E quem com tantas benesses e suposto "poder" seria doido de fazer isso?

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