Aceleradas

As campanhas eleitorais seguem a todo vapor, no mesmo ritmo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) acelerou a fiscalização do horário eleitoral e de inserções de rádio/TV. Uma das medidas adotadas por possíveis irregularidades praticadas por candidatos é a suspensão e inserções de propagandas. Foi o que aconteceu na última semana, com quatro postulantes ao Governo de Minas: Patrus Ananias (PT), Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). E quando a Justiça Eleitoral toma tal medida, normalmente é por três motivos: pesquisa sem ficha técnica completa, propaganda antecipada negativa ou uso de imagens sem direito autoral. É uma ação cautelar para tirar do ar até regularizar. O que certamente os citados estão fazendo.
Importância da vigilância
Minas tem mais de 16 milhões de eleitores e a campanha de rádio e TV é onde o candidato menos conhecido consegue aparecer. Se algum deles coloca no ar inserção com pesquisa falsa, ataque pessoal ou tempo além do que tem direito, quebra o equilíbrio. Por isso, a suspensão rápida evita que o estrago já esteja feito no julgamento final, que ocorre em outubro, com a realização da votação. É a Justiça dizendo: regra é para todos, de Cleitinho a Mateus Simões, de Kalil a Patrus.
Protege o eleitor
Inserção não é rede social. Ela entra na casa da pessoa via concessão pública e, por isso, a necessidade do controle mais rígido. A fiscalização obriga o candidato a apresentar período de coleta, margem de erro, instituto, registro nos órgãos eleitorais competentes e fonte. Sem isso, o eleitor não consegue avaliar se aquele número de “estou ganhando” é real. Quando o tribunal age rápido, ele reduz a circulação de conteúdo enganoso e força as campanhas a corrigirem a peça. No final, quem ganha é o voto sem enganação.
Golpes
E por falar em mentiras e enganação, não é de hoje que mensagens com algum tipo de alerta, cobranças de taxas ou mesmo sobre “pendências no título” usando o nome do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou dos Tribunais Regionais Eleitorais são um prato cheio para golpistas. Nestes casos, o alerta de autoridades é claro: Se receber algo do tipo, não efetuar pagamentos, acessar links e não repassar dados antes de checar as fontes oficiais. Somente neste ano, a Justiça Eleitoral já identificou mensagens falsas informando supostas pendências e que direcionavam as vítimas a páginas que imitavam o Portal da Justiça Eleitoral. O objetivo: induzir o eleitor a fornecer informações ou fazer pagamentos indevidos. Como sempre acontece. Por isso, todo cuidado é pouco.
Indecisão
Como em todo processo eleitoral, a maioria dos eleitores mineiros ainda não sabe dizer, de forma espontânea – sem apresentação de um nome específico –, em quem pretende votar para deputado estadual e federal nas eleições de 2026. As informações são da terceira rodada da pesquisa DATATEMPO. Isso, mesmo aqueles que citaram um nome, ainda o fizeram de forma pulverizada ou sem certeza. Faltando cerca de um mês para a votação, a tendência é que esse quadro permaneça pelo menos até o fim de setembro. Incrível. Até para isso, o brasileiro deixa para última hora.
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