'Como cadelas'

Foi o termo usado por Renan Santos (Missão) ao se referir a Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) que não foram ao debate da Band neste domingo, 23. Candidato que não tem nenhuma "papa na língua" afirmou que os dois são "cadelas fujonas" incapazes de serem confrontadas. Os dois foram atacados o tempo todo, não só por Renan, mas por Ronaldo Caiado (PSD). Augusto Cury (Avante) foi mais "maleável e educado". Ao explicar sua ausência, o filho número um de Bolsonaro afirmou que os que compareceram não são seus adversários, e que, o único que pretende enfrentar é Lula. O ideal é que todos participem, visto que a população merece ouvir todos, independente se um goste ou aprove um ao outro. Ademais, quem decide isso, é o eleitor.
Indecisos
Foi com estes que os candidatos que foram ao debate "deitaram e rolaram" com as ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). E olha que não são poucos. E não adianta os três, Zema que foi na onda, também entra, achar que não foi importante. Apesar de que o ex-governador não foi nem lembrado, perdeu a oportunidade de apresentar suas propostas. Ao deixar o espaço dado a eles, abriram a oportunidade de serem massacrados e não ter como retrucar. Mais uma vez valeu a máxima: ‘na política não existe vácuo’. Por isso, ao serem acusados de várias denúncias, estratégia da mira nos indecisos, em especial aqueles que não querem votar no PL, nem no PT, pode dar muito certo.
Empate
Quando Lula e Flávio Bolsonaro optam por não ir aos debates, é porque confiam que somente um dos dois tem condições de ganhar a disputa. Se for analisar pelas pesquisas, é realmente isso que elas mostram. A última delas, da Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira, 24, aponta que o atual presidente registra empate técnico em eventuais disputas de segundo turno contra o senador. No entanto, nesta tem um acréscimo diferente: Ronaldo Caiado também aparece com eles. E olha que a estatística foi feita antes do debate. Por isso, não se pode "cantar vantagem antes do tempo". O levantamento só mostra vantagem do petista em cenários contra Romeu Zema e Renan Santos. Resultado que deve ser levado em conta, principalmente pelo fato do total dos entrevistados, 8% disseram que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes. Montante que pode fazer diferença "no fritar dos ovos".
Sem novidade
Quando os números são para governador de Minas, o cenário segue o mesmo. Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém a liderança na disputa com 20% de vantagem para os dois concorrentes aparecem em segundo lugar. O senador aparece com 32% das intenções de voto no estimulado no primeiro turno, conforme pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira, 21. Em seguida, aparecem Patrus Ananias (PT), e Alexandre Kalil (PDT), ambos com 12%. O atual chefe do Executivo mineiro, Mateus Simões (PSD), não saiu dos 4%. Na onda da liderança, Cleitinho esteve em Patos de Minas, Alto Paranaíba, neste domingo, 23, terra do seu vice Eduardo Falcão. Rodeado de lideranças e apoiadores, voltou a falar que irá montar um secretariado técnico, caso seja eleito. Parece "chover no molhado", mas é o que todos devem fazer, não apadrinhar. Colocar alguém porque é amigo ou indicação "por favores", significa um péssimo serviço oferecido à população.
Irregularidades
E tudo começa bem antes, durante as campanhas. E não tem como fugir: quem faz errado em lugar, faz em outro. Neste contexto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu mais de mil denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral em poucos dias de campanha. Os registros foram feitos por eleitores por meio do aplicativo Pardal, ferramenta criada pela Justiça Eleitoral para receber denúncias sobre campanhas. O volume de reclamações já chama atenção, mas não surpreende. Em se tratando de alguns políticos, isso aí "é fichinha". Mas, quem tem ainda vergonha na cara, pode ajudar a desmascarar muitos antes da votação. Basta acessar o aplicativo e enviar fotos, vídeos, áudios e links que possam indicar descumprimento das regras eleitorais. A identidade é mantida sob sigilo. Dever de todo cidadão de bem, não só por não ser identificado, mas pelo próximo e o país.
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