Nomes definidos

Como já era previsto, a eleição para a Mesa Diretora da Câmara terá apenas um grupo na disputa: a chamada "chapa de consenso". Israel da Farmácia é o nome escolhido pela maioria, como apoio do prefeito Gleidson Azevedo (Novo). Isso já era sabido. A novidade são os nomes que estarão ao lado do atual presidente e candidato à reeleição. Wesley Jarbas (Republicanos) vai de vice, Breno Júnior (Novo), 1° secretário e Walmir Ribeiro (PL) 2°. Quem apostava em Ney Burger, também Novo, outro apoiador do prefeito e que era cotado para uma possível candidatura, errou. A não ser que haja alguma alteração, visto que em eleições para presidentes de Câmara, as mudanças costumam acontecer poucas horas antes da votação. Certo mesmo é que Josafá Anderson (CDN), por ser o vereador mais velho, comandará a primeira reunião da próxima legislatura. É escolhido como presidente, preside o ato e depois devolve o lugar para Israel da Farmácia. Ou seja, mais dois anos do substituto de Eduardo Print Júnior à frente do Legislativo.
Puxa a fila
A proposta de reajuste salarial de 32,25% que vem circulando nos corredores da Câmara Municipal de Belo Horizonte nas últimas semanas pode puxar a fila em Minas, já que é prática comum nesta época do ano. Além disso, pode colocar os vencimentos dos vereadores da capital mineira na lista dos 10 maiores do país. Caso o reajuste seja aprovado, será o segundo maior da Região Sudeste, ficando atrás apenas de São Paulo. Alguns parlamentares de BH estudam um reajuste que pode passar o salário dos atuais R$ 18.402,02, para R$24.336,67. Assim, a capital mineira deve ficar entre as 10 capitais que pagam maiores salários aos vereadores, ficando na nona posição, desconsiderando, é claro, as cidades que ainda não definiram o valor do reajuste nas suas Câmaras. Atualmente, os vereadores da capital, ocupam a 11ª posição no ranking dos salários. Por outro lado, muitos dos que pagam os salários, não conseguem comprar sequer um panetone para a família. Desigualdade absurda, mas que o próprio patrão, o povo, deixar acontecer. Enquanto a população permitir essas regalias dos políticos, vai ser assim.
Força-tarefa
Já está sendo analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o suposto plano de golpe de Estado no fim do governo Bolsonaro (PL). Uma força-tarefa com, pelo menos, nove procuradores liderados por Paulo Gonet, chefe da PGR, debruça sobre os documentos desde ontem. A conclusão de mais uma etapa das investigações foi divulgada na semana passada com o indiciamento do ex-presidente e mais 36 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O documento tem 884 páginas. Haja força-tarefa.
Única denúncia?
E o que a PGR pretende fazer caso cruze os inquéritos sobre o suposto golpe, disparos de fake news e das milícias digitais. Pelo menos é o que se comenta nos bastidores. Caso ocorra isso mesmo, a acusação só deve ser oficializada em fevereiro ou março do ano que vem. Para a PF, os elementos de prova obtidos durante o processo investigatório demonstram de “forma inequívoca” que o ex-presidente planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos realizados pela organização criminosa que visava a concretização de um golpe de Estado . Ainda conforme a PF, o fato não se consumou “em razão de circunstâncias alheias à sua vontade”. As investigações mostraram que os integrantes do grupo se estruturaram por meio de divisão de tarefas, o que permitiu a individualização das condutas para execução. Ainda bem que as tais circunstâncias apareceram. Imagina como estaria o Brasil agora!
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