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Preto no Branco

Na galeria 

Por Bruno
Na galeria 

A líder comunitária nata, vereadora e querida por todos, Ana Paula do Quintino (Avante), agora faz parte da Galeria de Vereadoras da Câmara de Divinópolis. A solenidade escolhida em data estratégica pelo presidente da Casa, Israel da Farmácia (PP), e o Secretário-Geral do Legislativo, Flávio Ramos, 5 de maio, Dia do Líder Comunitário, não poderia ter sido melhor planejada. Agora a dona do bordão: "A engrenagem não pode parar", agora estampa seu rosto junto às suas antecessoras: Ivone Guimarães, Eliana Piola, Dorzinha, Eloísa Cerri,  Janete Aparecida e sua contemporânea, Lohanna França. O próximo será o de Kell Silva, que nesta legislatura completou a representação feminina na Casa junto a Ana Paula. Parabéns à incansável Ana, e viva as mulheres na política! 

Só porretada 

Lá vem cacetada, ou melhor: rombo no bolso da população brasileira. Um assunto que vem sendo discutido desde o ano passado começa a ganhar força e afeta diretamente quem? O responsável por pagar as contas de todos os abusos dos poderosos, é claro: o povo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou a intenção de construir um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) para aumentar o número de deputados federais. Pela sugestão de Motta, a Casa passaria a ter mais 14 deputados federais, além dos atuais 513, totalizando 527.  Toda essa situação vergonha porque em 2023, o STF decidiu que o número de deputados de cada estado deve ser revisto, em razão do Censo de 2022, determinado então, o Congresso Nacional edite, até 30 de junho deste ano, uma lei revisando a distribuição do número de cadeiras de deputados federais em relação à população de cada estado. Esse ajuste valeria para a legislatura que terá início em 2027, e só custa R$ 39,1 milhões por ano a mais para os cofres públicos. Como é o Supremo que tem mandado em tudo mesmo, poderia ajudar a pagar, então arrumar uma forma para não extorquir ainda mais povo. 

Maior encontro 

Dentro da temática, visto que a política está em tudo, pena que a maioria a usa por apenas interesses e para o mal, ontem e hoje, acontece em Belo Horizonte, o congresso promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), considerado o maior encontro municipalista estadual do Brasil e deve reunir mais de 10 mil participantes, entre autoridades, gestores públicos e lideranças políticas. O tema da edição deste ano é “Capacitação e Gestão Estratégica: as chaves para um mandato de sucesso”. A programação inclui palestras, workshops e paineis interativos voltados à qualificação e à eficiência da gestão na administração pública. Entre os participantes, secretários municipais, deputados, e principalmente prefeitos. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), parcerceira, marca presença por meio do seus presidente Tadeu Leite (MDB), que é filho de um ex-prefeito por vários mandatos e, certamente, como o pai,  tem vontade de gerir sua cidade de origem, Montes Claros, um dos principais municípios de Minas Gerais. O prefeito de Divinópolis, que também não fica para trás em termos de importância, Gleidson Azevedo (Novo) não vai ao evento. Segundo ele, “não vira nada”.

Situação grave 

E dentro da competência do parlamento mineiro, visita de uma comitiva da Casa nesta segunda-feira, 5, ao Hospital Júlia Kubitschek,  constatou a falta de pessoal na maioria das alas e serviços na unidade de saúde.  A constatação é da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social. A comissão verificou, na Unidade Neonatal, 10 leitos de terapia intensiva contando com sete técnicos de enfermagem em cada plantão, quando seriam necessários nove. Dos 40 leitos do CTI adulto, 28 funcionam e 12 estão fechados por falta de pessoal. Das sete salas do centro cirúrgico, três estão ativas e quatro não funcionam... E não para por aí, impossível citar pelo menos a metade neste espaço.  O certo é que a causa seria a aposentadoria de médicos e outros profissionais, sem que tenha havido reposição dos quadros. Servidores relatam,  que nesse cenário, não são raras situações de cansaço, sobrecarga de trabalho e até assédio moral. E não poderia ser diferente. Além de sacrificar os atuais trabalhadores, ainda há riscos no atendimento, pois ninguém cansado consegue entregar a função impecável, principalmente na saúde. Menos mal, que o Legislativo está fiscalizando, afinal, essa é uma das suas obrigações. O que se espera é que tudo não se transforme em campanhas políticas antecipadas e a situação seja normalizada o mais rápido possível. 

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