De novo e de novo

Não importa com qual mulher — dona de casa, empresária, advogada... As histórias se repetem todos os dias no Brasil. De formas diferentes e pessoas distintas. Igual, só as sequelas da violência doméstica que se tornou um câncer em cada canto deste país. A deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO), por exemplo, revelou nesta terça-feira, pelas redes sociais, que denunciou o marido por agressão e solicitou uma medida protetiva contra ele. Marussa relatou ter vivido um relacionamento abusivo e disse que foi “desvalorizada, desacreditada e diminuída como mulher, mãe e profissional”. No desabafo, a deputada contou que a primeira agressão física ocorreu em 2023, mas, por “medo e vergonha”, optou por não contar nem à própria família. E olha que as agressões psicológicas começaram após o nascimento da primeira filha do casal. Quantas “Marussas” existem por aí, e ainda não pediram por socorro? Se uma deputada com toda influência, teve dificuldades em tomar iniciativa, imagina outras mulheres ameaçadas ou que possuem dependência do agressor? Até quando? Não há outra pergunta a se fazer diante desse cenário tenebroso.
‘Espetacularização’
Que a evolução da internet chegou para ficar e as redes sociais hoje fazem parte do cotidiano da população, não resta dúvida. Mas, acredite. Existem nomes conhecidos e importantes em diversos cenários no país, que ainda são totalmente avessos a essa “febre” necessária, mas perigosa ao mesmo tempo. Um deles é o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), realizada nesta terça-feira, 30, em Brasília, ele fez críticas ao ambiente político atual, marcado, segundo ele, por uma “espetacularização” estimulada pelas redes em todos os sentidos. Em seu discurso, o ex-presidente do Senado alertou para o impacto da busca por popularidade digital no exercício da vida pública. E Pacheco tem razão. Na maioria das vezes a busca desesperada por likes, beira o ridículo, mesmo quando se trata de assuntos demasiadamente sérios e que afetam de forma direta a população. Até que ponto, representantes do povo devem chegar para transmitir seus recados? Se na cabeça deles está tudo certo e quem votou aplaude, não há muito o que ser feito, infelizmente.
Se rende
De novos a idosos. O celular na mão hoje, virou um vício que, na maioria das vezes, precisa ser tratado. Entrar no elevador, dá bom dia, por exemplo, e alguém que esteja manuseando o aparelho responder, é o mesmo que acertar na Mega Sena. E o que boa parte está vendo? Exatamente esta “espetacularização” que vem de todos os lados. No ambiente político, como citado pelo senador, não é diferente. Tirando os tradicionais, como o deputado Domingos Sávio (PL), que ainda tem uma certa resistência, o restante se rende às redes sociais, em busca de reconhecimento e aplausos. Normalíssimo para quem tem facilidade e é adepto. O que é inaceitável são as fakes news que destroem reputações, em alguns casos, jogando o nome da pessoa literalmente na lama.
Interesse público
E o senador mineiro não poderia estar em lugar mais apropriado para falar da situação. Na Associação Nacional de Procuradores, responsável, desde 2001, por conduzir a eleição interna que define os três nomes mais votados entre os procuradores da República — lista que é enviada ao presidente da República, responsável pela nomeação do Procurador-Geral da República. O cargo atualmente é ocupado por Paulo Gonet. Na composição do novo colégio de delegados, Minas Gerais será representada pelo procurador da República Marcelo Freire Lage, com Lauro Coelho Júnior como suplente. Todos ouviram atentamente o discurso de Pacheco, que arrematou a fala, afirmando que falta a atuação de líderes comprometidos com o interesse público, mesmo quando isso contraria objetivos eleitorais. E que isso seja feito acima de tudo, sem qualquer ambição pessoal.
‘Cidadão Honorário’
Em uma cerimônia que promete ser marcada pela emoção, o vereador Washington Moreira (SD) entregará o Título de Cidadão Honorário de Divinópolis ao empresário, advogado e comunicador, Fabiano Lopes Ferreira – conhecido em todo o Estado como Fabiano Cazeca. A homenagem, concedida pela Câmara Municipal, é um reconhecimento ao legado e à contribuição significativa desse homem “multi” para o desenvolvimento de Minas e, de forma especial, para a região Centro-Oeste. Natural de Itapecerica, mas com forte atuação em diversas frentes que impactam a sociedade divinopolitana, Cazeca se destaca pela versatilidade e pelo comprometimento com o empreendedorismo, a comunicação e o desenvolvimento social. Prova disso é sua trajetória sólida à frente do Grupo Empresarial Multimarcas (GEM) , que congrega mais de 20 empresas em diferentes segmentos. Cazeca, que é parceiro do jornal Agora em todos seus eventos, merece e muito esta condecoração. Aplausos de pé para ele e Washington Moreira, que soube escolher a dedo, seu homenageado.
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