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Preto no Branco

É logo ali

Por Bruno
É logo ali

Não se trata de um endereço, como o mineiro responde quando alguém pergunta onde fica tal endereço ou estabelecimento. Mas, é sobre as Eleições 2026. E como isso fica evidente? Passe a prestar a atenção em muitos políticos que ocupam cargos atualmente. A partir disso, já é possível identificar quem entra na disputa do ano que vem. E olha que não é de hoje que os sinais começaram a aparecer. Com a proximidade, só intensificaram. E não poderia ser diferente. Afinal, no Brasil, uma eleição começa assim que acaba a anterior. 

Pelo menos 10

Se as informações de bastidores e as intenções de alguns nomes de Divinópolis se confirmarem, a cidade terá cerca de 10 na disputa do próximo ano. Deste total, apenas dois não ocupam cargos atualmente. E tomara que pare por aí. São rostos conhecidos e que têm chances de se elegerem para cadeiras no Estado e em Brasília. Chega de candidatos a perder de vista, um atrapalhar o outro e apenas dois ou três conseguirem as vagas. Fora os paraquedistas que sempre aterrissam na cidade nesta época e tiram a chance dos que representam o município. Quem perde é a própria população que acredita nas promessas ou recebe algo passageiro em troca. É preciso mudar esse costume para ontem. Entra eleição, sai eleição e a história se repete e os eleitores seguem fazendo exatamente o mesmo jogo. Falta de conhecimento ou jogo de interesses?

'Não liga'

Enquanto Bolsonaristas pressionam para que projeto da anistia seja pautado, a medida ganha resistência também do lado jurídico. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, classificou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro como “imperdoáveis”. O ministro afirmou, no entanto, que, se o Congresso decidir que é preciso “redimensionar a extensão das penas” aplicadas pela Corte, está dentro de suas competências. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo, 27. Barroso ainda afirmou que “não liga” para a pressão popular em torno do tema, “embora não seja indiferente ao sentimento social”. Para o ministro, conceder anistia significa perdoar o que, na visão dele, é “imperdoável”. Por isso a democracia é necessária. Cada um com suas interpretações e dentro do que a leis permitem. 

'Olho do furacão' 

E tem político que literalmente vive a situação de um ditado muito conhecido: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"!  É o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Ele está no “olho do furacão”, pois a decisão de pautar ou não o projeto que concede anistia aos condenados de 8 de janeiro é dele. A pressão fez com que o parlamentar adiasse na semana passada a análise do requerimento que prevê uma tramitação mais rápida do texto. Em relação a esta decisão difícil, Barroso afirmou que o Supremo está “aberto” a conversar com Motta sobre “todas as questões que ele considera importantes”, mas que a anistia, em especial, não é um tema discutido até o momento. Conforme o ministro, anistia é algo que só se cogita depois de uma punição, para se conceder o perdão. Além disso, disse que na maior parte dos processos ainda nem houve a condenação, e muito menos é caso de perdão. Encerrou dizendo que se o sentimento em torno da anistia for de penas mais leves para os condenados, a anistia não é o caminho correto, e sim uma alteração na legislação. Como 2026 é ano eleitoral e o ideal é que os julgamentos não coincidam com o período, certamente, a corrida para resolver tudo neste ano, será acelerada. A começar já por esta semana. Haja fôlego.

Abuso de poder 

Como as eleições do ano que vem é assunto na coluna, tem notícia fresca sobre a disputa. A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou, pela segunda vez neste ano, o coach Pablo Marçal (PRTB) por “abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação e gastos ilícitos de recursos” durante as eleições municipais de 2024. A sentença determina que Marçal fique inelegível por oito anos e pague uma multa diária no valor de R$ 420 mil, em caso de descumprimento da decisão. Para o juiz do caso, houve gasto ilícito de recursos, “o que apontaria para uma quantidade financeira não declarada, não documentada, desequilibrando o pleito eleitoral”. Porém, cabe recurso da defesa. É outro caso que promete no restante de 2025.

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