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Preto no Branco

Cegueira ou doença 

Por Bruno
Cegueira ou doença 

A atual legislatura da Câmara de Divinópolis nem começou e já está chata e repetitiva. Ou seja: o mesmo do mesmo. Projetos que já existem em nível estadual ou federal, críticas a colegas políticos que não comungam da  mesma ideologia partidária e assuntos que dizem respeito a direita ou à esquerda, ignorando que vereador, prefeito, governador e os demais, não são eleitos para representar A ou B, mas a população inteira. Mesma coisa de um vereador ser eleito por uma região da cidade, e priorizá-la, ignorando o resto. Ridícula essa rivalidade de direita e esquerda. Só serve para dividir e atrasar o Brasil em todos os sentidos. Sem falar na violência desenfreada que até a morte já causou. Definir esse "bando" de um lado ou de outro, está entre duas palavras: cegueira ou doença. Ou acham bonito agir desse jeito, enquanto tanta coisa importante que o povo carece é deixada de lado?

Atos cancelados 

Em meio a um amontoado de denúncias sobre "o golpe de estado", que pode terminar em prisão, o ex-presidente Bolsonaro (PL) solicitou o cancelamento de manifestações em diversos estados do país, incluindo Minas Gerais. Na sua visão os olhos precisam estar voltados  para Copacabana no Rio de Janeiro, para que o espaço possa receber o maior número de pessoas possível, e onde ele estará. O movimento previsto para 16 de março tem como propósito enviar uma mensagem clara sobre o que os  seus aliados de Bolsonaro consideram ser uma "perseguição do judiciário" contra o ex-presidente. O cancelamento em BH, pegou de surpresa até parceiros do mesmo partido, como o deputado federal, Níkolas Ferreira. Ele disse que soube "junto com todo mundo". Insatisfeitos ou não, o certo é que todos estarão lá. Isso, se não houver nenhum pedido de prisão até lá. 

Projeto de anistia 

Durante o ato, espera-se que haja a defesa, liderada por Bolsonaro, do projeto de anistia para os presos relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2022, além de criticar  o governo de Lula (PT). Outros aliados, como Silas Malafaia, prometem concentrar as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação também busca mostrar a força política que ainda  Bolsonaro possui, numa mobilização nacional que já visa às Eleições 2026. A expectativa é que mais de um milhão de pessoas de várias partes do Brasil cheguem em caravanas para o Rio de Janeiro. Apesar de o evento ser chamado de "Fora Lula" por alguns grupos, este não seria o ponto central de Bolsonaro, conforme interlocutores, que garantem que o ex-presidente está mais focado na questão da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, dos quais, ele é acusado de ser o grande mentor. A proposta, ainda estagnada na Câmara, tem sido alvo de cobranças para agilizar o andamento, principalmente, de aliados de Bolsonaro, como Cleitinho Azevedo, que cobrou em seu discurso na semana passada, da comissão responsável, na Casa.  

Corrida começou

Enquanto isso, outros nomes voltam todas suas atenções para o processo eleitoral do ano que vem, já falando em candidatura. É o caso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que mesmo impedido judicialmente, anunciou neste fim de semana que pretende concorrer no pleito. E foi pelo X, que ele marcou o evento de sua pré-candidatura para o dia 4 de abril, em Salvador (BA). Caiado tem se colocado como uma alternativa da direita para a disputa, devido à inelegibilidade de Bolsonaro, que também  é alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O governador só se esqueceu de falar que não é nem de longe um nome que teria o apoio do ex-presidente, e que está inelegível por oito anos devido a abuso de poder político na disputa passada. Conforme denúncia do Ministério Público Eleitoral, foram realizados jantares no ano passado, com vereadores eleitos, suplentes e lideranças políticas no Palácio das Esmeraldas. Amplamente divulgados nas redes sociais, foram interpretados pelo MPE, como tendo caráter político-eleitoral, o que viola a legislação. Mais um sem noção!

Fora do páreo?

Condenado na última sexta-feira pela Justiça Eleitoral de São Paulo, o influenciador digital e empresário Pablo Marçal (PRTB) é acusado de abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita na campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura da capital paulista. A decisão cabe recurso. Mas, caso as outras instâncias tenham o mesmo entendimento e Pablo fique fora do cenário político, quem faria a dobradinha com  Gusttavo Lima — que já teria desistido — como era a pretensão? Cleitinho Azevedo que chegou a ser sondado pela legenda de Marçal? É o cenário que se desenha neste momento, mas que pode ser completamente alterado, a depender das articulações e dos "pitacos" de quem manda. 

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