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Preto no Branco

'A direita vai voltar' 

Por Bruno
'A direita vai voltar' 

Este foi recado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), em resposta direta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que fez duras críticas às big techs e à instrumentalização das redes sociais para atacar os pilares da democracia. A abordagem de Moraes foi durante a aula inaugural na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), nesta segunda-feira, 24, quando afirmou que a direita usa de algoritmos para disseminar ideologias extremistas e prejudicar instituições democráticas. Repudiou o que classificou como “novo populismo digital extremista”. O ministro associou também o direcionamento de algoritmos a uma tentativa de golpe de Estado no Brasil em 2022, no contexto de desestabilização da democracia e de ataques ao jornalismo, ao processo eleitoral e ao Poder Judiciário. Em um vídeo nas suas redes sociais, Cleitinho respondeu a Moraes: Disse que ele fala tanto em democracia, e como ministro deveria ser imparcial, mas toma lado ideológico. Afirmou que ele não vai regulamentar as redes sociais e que em 2026, "a direita vai voltar". Essa briga aí ainda vai longe, não só entre esses dois personagens, mas tudo que envolve direita e esquerda, infelizmente. 

Mudou de ideia?

E por falar no ano que vem, remete-se, principalmente às Eleições 2026. Quando abre-se a janela partidária e muitos políticos por enes motivos, trocam de legendas. Neste contexto, entra também o Cleitinho, que, depois de ser sondado pelo PRTB, partido de Pablo Marçal e até dizer que poderia se transferir para a sigla, agora namora a legenda do ex-presidente Bolsonaro, a qual, seu irmão, o deputado Eduardo Azevedo se filiou. Não é segredo que os irmãos são apaixonados pela ideologia da direita que tem o "capitão" como “manda chuva" no país. Levando por este lado, não é difícil adivinhar qual será a escolha do senador, que tem ainda um ano para se decidir. Não só sobre a troca de partido, mas se entra na disputa para o governo de Minas, ou segue firmando seu nome no cenário nacional através do Senado para brigar pela Presidência futuramente. 

Bem cotado 

O nome de Cleitinho é um dos mais cotados para substituir Romeu Zema (Novo), no comando do Estado. No entanto, ele deixou claro que só decidirá seu futuro político no ano que vem. Dentro desta costura política, o Partido Liberal tem outro nome em evidência: o deputado federal Nikolas Ferreira. No entanto, o parlamentar de apenas 28 anos, no momento, prefere disputar o Senado. Ele tem sido uma das principais vozes a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reajusta a idade mínima para concorrer ao cargo para 30 anos. Mesmo assim, não é o nome preferido de Bolsonaro que é o mandante a escolher os nomes para a disputa no Estados do país. Entenda em tópico abaixo. 

Sem apoio 

Caso opte por disputar o governo de Minas, Cleitinho não terá o apoio de Romeu Zema. Cotado para integrar uma chapa para disputa da Presidência, Zema tem deixado claro sua preferência pelo seu vice, Professor Mateus (Novo), para assumir a sucessão. Em evento público na semana passada, voltou a abordar a questão. Fala que lhe gerou uma denúncia por abuso de poder político feita pela deputada Lohanna França (PV). Se 2026 nem chegou e o processo eleitoral já está em chamas, imagine no ano que vem. 

Níkolas não!

Sobre Bolsonaro "barrar" Nikolas, ele disse em entrevista ao jornalista Léo Dias nesta terça-feira. O ex-presidente afirmou que alguns estados brasileiros não têm “bons nomes” para o Senado em 2026, entre eles Minas Gerais. A fala de Bolsonaro surpreendeu, já que um dos principais expoentes do PL no Estado, justamente Nikolas Ferreira, já deixou clara sua intenção de concorrer a cadeira em 2026. Bolsonaro chegou a dizer que gostaria de ver o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, natural do Rio de Janeiro, como o seu candidato em Minas. Enfatizou que Guedes seria um baita nome. O ex-presidente fez questão de dizer que caberá a ele a escolha dos candidatos do PL que vão concorrer ao Senado no ano que vem. Incuência que teria sido passada a ele pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, quando ainda se falavam. O que foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

 No cargo 

Já está nomeada como secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, a divinopolitana Mila Corrêa Batista Leite. De família conhecida na cidade, sobrinha de José Elísio Batista, que também já ocupou este cargo, mas em nível municipal, não é a primeira vez que Mila, concursada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ocupa cargos importantes no governo de Minas. Na gestão de Antonio Anastasia, foi coordenadora do Núcleo de Apoio às Relações com os Poderes do Estado e Órgãos Essenciais à Justiça da Secretaria de Estado de Casa Civil. Já nas gestões de Zema, antes de ser nomeada para uma das secretarias mais importantes da alta cúpula do Executivo estadual, foi assessora de gabinete da Secretaria de Estado Casa Civil, diretora-geral da Agência RMBH, subsecretária de Gestão de Imóveis e Secretária de Estado adjunta de Governo. Motivos de sobra para  seus conterrâneos se orgulharem. A competência e atuações estratégicas de Mila, e o fato de, há mais de duas décadas, Divinópolis não ocupar um cargo tão importante no Estado. Aplausos! 

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