Agora vai!

O Carnaval passou, pelo menos, em boa parte do país, já que cidades como Salvador e Rio de Janeiro, rendem até domingo, agora o ano começa no Brasil. E funciona literalmente, assim. O "corpo mole", principalmente em áreas da Justiça e da política, dá um jeito de endurecer, quando passa o feriadão da festa de Momo, como se não tivessem descansado nada nos recessos de fim de ano. Enfim, o giro em todos os sentidos não pode ser interrompido, então, é melhor "segurar no chifre do boi", pois "o trem tá feio com um buraco no meio", para não falar uma cratera. Então, vamos que vamos, porque "quem chega na frente, bebe água limpa", e os boletos não esperam.
O custo da pausa
E não é pouco. Se levada "ao pé da letra", a pausa para o momento festivo que não é feriado— diga- se de passagem, mas o empresário se ver forçado, já que a ideia geral, e não é de hoje é folgar, traz muito prejuízo. A ideia de que a nação “só começa” após o Carnaval, paralisa as atividades, ficando ainda mais caro para os microempresários. Além disso, e mais grave, é desviar a atenção das questões essenciais que afetam o futuro do país. Como empreendedores, enfrentamos o desafio de equilibrar essa rica tradição cultural com a necessidade de manter o foco no desenvolvimento contínuo de nossos negócios e na contribuição para o avanço socioeconômico do Brasil. Por isso, a folga prolongada, embora seja um momento de festividade e alegria, para alguns, é preciso refletir como a celebração exagerada influencia o ritmo de crescimento e o desenvolvimento sustentável do país. E olha que a maioria têm consciência disso, mas vai tentar mudar para ver! Depois reclama que o Brasil "vai de mal a pior".
Primeira vez
A visita do presidente Lula (PT) a Minas Gerais hoje marca sua primeira visita a um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em seu terceiro mandato. Além do mais, ele traz na bagagem o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, muito criticado pelo movimento e integrantes do governo. Lula e comitiva vão a Campo do Meio, no Sul de Minas Gerais. A cerimônia está marcada para o Complexo Ariadnópolis — uma área de imóveis localizada na região e que foi ocupada por ex-funcionários da usina de mesmo nome, que faliu em 1996 sem pagar os salários dos trabalhadores. A expectativa é que seja anunciado o lançamento de crédito e o assentamento de 12 mil famílias através do programa "Terra da Gente", de responsabilidade exatamente da pasta ocupada por Paulo Teixeira. Uma oportunidade e tanto e que serve como teste, talvez até, para a permanência do ministro no cargo, já que está havendo no governo federal, meio que uma reforma ministerial.
Forma de pressão
O fato é que antes da confirmação da agenda do presidente, o MST havia divulgado uma carta para pressionar o governo a assentar 100 mil famílias. No texto, a organização também criticou a atuação do Congresso Nacional “em defesa do agronegócio” e alegou uma “paralisação da reforma agrária” por parte do próprio governo federal. Pelo visto, o aperto fez efeito.
Pré-candidato
Está confirmado. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), vai lançar sua pré-candidatura à Presidência da República no dia 4 de abril próximo, em Salvador (BA). Conforme a agenda, o evento terá a participação do cantor Gusttavo Lima, nome que também é sondado por lideranças partidárias para concorrer ao Palácio do Planalto em 2026. No entanto, Caiado quer liderar a chapa e colocar o sertanejo, que é seu amigo, como vice. E Bolsonaro que também era muito próximo do governador, mas se sentiu traído por ele nas últimas eleições, mas tem Gusttavo Lima nas suas estratégias para 2026, como fica? Essa é a pergunta.
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