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Preto no Branco

Primeira mulher 

Por Bruno
Primeira mulher 

Em um momento em que as mulheres continuam sendo vítimas de crimes brutais, e abusos de toda a natureza, pelo menos um motivo para celebrar. A mineira Maria Elizabeth Rocha, de 65 anos, toma posse hoje como presidente do Superior Tribunal Militar (STM). Nomeada ministra em 2007,  Elizabeth é a primeira, e até agora única, mulher a integrar a Corte, que tem mais de 200 anos de história.  O tribunal é composto por 15 ministros, sendo três almirantes da Marinha, quatro generais do Exército e três brigadeiros da Aeronáutica. A Corte é completada por cinco integrantes da área civil: três advogados, um juiz auditor e um membro do Ministério Público da Justiça Militar. Sem dúvida, Belo Horizonte, onde a ministra nasceu, e toda Minas Gerais estão orgulhosas de ter uma representante tão "poderosa". Os mineiros já tinham a ministra Cármen Lúcia, que é natural de Montes Claros. É a mulher provando sua capacidade nos mais altos cargos, antes ocupados em sua maioria, por homens. 

Por um voto 

Foi apertado, mas como no futebol, pode ser por 1x0, o que importa é a vitória. Como é comum em tribunais superiores, a presidência é rotativa, e exercida por grau de antiguidade — o membro mais longevo que ainda não presidiu é eleito, numa votação que costuma ser unânime. No entanto, a ministra Maria Elizabeth Rocha enfrentou dificuldades e venceu por um voto — foram oito favoráveis a ela, e sete contrários. O Superior Tribunal Militar julga crimes militares previstos no Código Penal Militar, além dos cometidos por integrantes das Forças Armadas e ainda por civis que atentem contra a Administração Militar federal. A ministra, certamente, enfrentará dificuldades em relação ainda ao lamentável machismo impregnado na sociedade. Mas, se chegou até aqui, "tirará de letra"!

De volta 

Agora achou o caminho. Menos de uma semana depois de participar da cerimônia de entrega do programa "Terra da Gente", no Sul de Minas, o presidente Lula (PT), voltou a Minas ontem para mais duas agendas: uma em Betim, grande Belo Horizonte, e outra em Ouro Branco, na região Central. Na cidade da Região Metropolitana, o presidente visitou, às 10h, o Polo Automotivo da Stellantis, dona da Fiat e de outras marcas. Participou ainda da inauguração do centro de desenvolvimento de produtos de mobilidade híbrida-flex, que será responsável pelo desenvolvimento de motores a combustão de alta eficiência, além de tecnologias de eletrificação de baixa e alta voltagem. A presença de Lula no evento, visou confirmar que o governo federal tem incentivado medidas de descarbonização para que o Brasil cumpra as metas de contenção do aquecimento global. E precisa mesmo, talvez até um pouco tardio, visto que o mundo vive um caos climático. Prova da preocupação, é que  o Brasil sedia, em novembro, em Belém, a COP 30, a Conferência da ONU para mudanças climáticas, e um dos focos será a transição energética. Que venham boas notícias, e principalmente, providências da discussão. 

Produção de aço 

Considerado um dos maiores produtores do mundo, o Brasil tem neste setor um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento econômico. Pena que o novo presidente americano, à frente do país que mais compra o produto brasileiro, quer minar as exportações, em sua maior parte, oriundas de Minas Gerais. Estado governado por Romeu Zema (Novo) admirador de "carteirinha” de Donald Tump. E foi em uma das maiores produtoras do Estado, a segunda agenda de Lula nesta quarta. O presidente participou, em Ouro Branco, da cerimônia de inauguração da ampliação da produção de aço da Gerdau Brasil. Uma empresa gaúcha que tem quase todo seu investimentos em solo mineiro. 

Foco interno 

Conforme a empresa que também tem uma unidade em Divinópolis, a ampliação visa o fornecimento de aço, especialmente para setores de máquinas e equipamentos, além do automotivo, com foco no mercado interno. O investimento na unidade de Ouro Branco é de R$ 1,5 bilhão, de um total de R$ 6 bilhões que a companhia investe atualmente, e responde por 12% da produção total de aço do Brasil. E que bom que o foco é interno. Valorizar o país é sempre necessário. 

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