'Gatos pingados'

Pode-se dizer que assim foram os atos a favor do ex-presidente Bolsonaro (PL) e contra o governo Lula (PT), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — além dos pedidos por anistia aos presos no ato de 8 de janeiro de 2023 —, fora do Rio de Janeiro. Copacabana, ponto conhecido da capital carioca, foi o ponto escolhido, como em outras manifestações anteriores, e recebeu os principais nomes que defendem Bolsonaro. Por isso, pontos tradicionais de protestos que reúnem centenas de pessoas, ficaram vazios, como a avenida Paulista que teve cerca de 300 pessoas apenas. Em Belo Horizonte, foi ainda mais vexaminoso. A razão principal é que políticos destas capitais, como o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos) e o deputado federal por Minas, Níkolas Ferreira (PL), “se mandaram” para o Rio. Em Divinópolis, então, nem se fala. Aproximadamente 20 pessoas foram à Praça do Santuário, também vestidas de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil. Um dos principais defensores do ex-presidente na "Cidade do Divino", o deputado Domingos Sávio, também estava no Rio de Janeiro. A próxima manifestação está marcada para o dia 5 de abril. Se daqui até lá, não houver novidades em relação aos investigados do dia 8, a expectativa é que o movimento seja maior.
Enfim
Março já passou da metade e nada da votação do orçamento 2025 no Congresso. O atraso pode ter um impacto negativo nas ações da Casa. Havia a possibilidade de adiar para abril, mas a Comissão Mista de Orçamento (CMO) voltou atrás e confirmou que a votação está mantida para esta semana. Chegou a ser divulgado no último sábado que a análise da peça orçamentária aconteceria entre os dias 31 de março e 4 de abril. A justificativa do possível adiamento seria a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e do presidente da Câmara, Hugo Motta, na comitiva do presidente Lula em visita oficial ao Japão, entre os dias 24 e 27 deste mês. Além disso, o comunicado citou possíveis pendências no relatório do senador Ângelo Coronel. Adiamento negado, a votação segue agendada para hoje na Comissão Mista de Orçamento e amanhã nas casas legislativas. Isso se não surgir algum impedimento de última hora. O que não causaria espanto.
Emendas travaram
Como acontece todo ano e é o correto, o Orçamento de 2025 deveria ter sido votado no fim do ano passado, mas o debate ficou travado em função do embate entre Legislativo e Judiciário envolvendo a liberação de emendas parlamentares. Mesmo com atraso de quase três meses, o governo "faz mágica" para incluir cortes no orçamento a tempo da votação. As mudanças incluem a adequação dos programas Vale Gás e Pé-de-Meia no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), para atender à determinação dada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Será que dará tempo? Situação que pode causar mais um adiamento.
Cobiçado
O café está custando o "olho da cara", e o que não faltam são reclamações dos consumidores. No entanto, não só eles estão revoltados, pois tem gente levando muito mais prejuízo: são os produtores que estão sendo vítimas de criminosos. Eles pediram ajuda aos deputados mineiros. Neste sentido, ontem, foi realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, um debate sobre a prevenção e o combate ao roubo de safras do produto e de crimes contra produtores e trabalhadores em Minas Gerais. A solicitação foi da Comissão de Segurança Pública. O autor do requerimento foi o deputado Professor Cleiton (PV). Ele justifica a solicitação considerando a importância da safra 2025 para a economia regional e do Estado e a crescente preocupação dos produtores rurais com a segurança no campo. Foi discutido que o aumento do preço da saca, tem atraído criminosos, ocasionado furtos e assaltos, contra trabalhadores e produtores. Estava demorando. Como "a ocasião faz o ladrão", “os surrupiadores do alheio” não iam perder a oportunidade.
R$ 1 milhão
Os casos de roubos de café no Estado e em municípios paulistas próximos da divisa com Minas tem aumentado de forma significativa. Um dos últimos relatos dão conta de que cerca de 500 sacas de café, avaliadas em R$ 1 milhão, foram levadas de uma fazenda às margens de rodovia estadual em Cássia, Sul de Minas. O caseiro da propriedade foi rendido enquanto dormia, junto com a esposa, por seis homens encapuzados. O lamentável disso é que existem receptadores que não pensam duas vezes em adquirir o produto, mesmo sabendo que ele foi tirado de alguém que sofreu meses para deixar o produto no ponto para o comércio, e estava contando com o dinheiro. A safadeza do ser humano, realmente não tem limite.
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