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Preto no Branco

De volta 

Por Bruno
De volta 

A legislatura da Câmara 2025/2028 começa oficialmente hoje com o retorno das reuniões ordinárias na Casa. Existe expectativa, sobretudo, em relação aos seis estreantes no cargo mais próximo do povo. No entanto, mesmo antes do início dos trabalhos, o Legislativo já esteve movimentado. Primeiro com o aumento do vale-refeição, que depois de um “redevu” de todos os lados, a Presidência voltou atrás. Sem falar na formação de uma comissão para investigar vereadores faltosos. Medida que causou estranheza, visto que as faltas em questão ocorreram nos mandatos anteriores, mas apesar do registro constante e ausências nas reuniões, a medida foi tomada mirando apenas um vereador, que no caso, nem foi eleito. Além disso, houve a apresentação de diversos projetos, a maioria deles por parte dos novatos. A depender destas três situações, a legislatura promete ser movimentada. No entanto,  pelo que foi visto em janeiro, o melhor é esperar. 

No alto escalão 

Saindo de condutas nada recomendáveis na esfera municipal, se chega a nacional com uma situação ainda mais descabida. Os novos salários dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário do alto escalão do país passaram a valer desde o último sábado. O presidente Lula (PT), os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e os deputados federais e senadores são os beneficiados com o reajuste previsto em um escalonamento, aprovado pelo Congresso em 2022. O valor subiu para R$ 46.366,19 — um aumento de 5,36%. Já os ministros que recebiam R$ 39,2 mil, passaram a ganhar R$ 46,3 mil. Neste caso, um acréscimo total de 18%. Absurdo e revoltante, quando comparado com o reajuste do trabalhador comum e de servidores de diversas categorias? Sem dúvida. Porém, tudo está estabelecido no decreto de 2022, aprovado pelos próprios beneficiados. Enquanto o povo for cúmplice, nada vai mudar. E pior: com tendência a piorar. 

Vai doar 

Pelo menos um representante beneficiado reconhece a injustiça com o povo, e não concorda com o aumento. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Claro que será sempre voto vencido em pautas que favoreçam o patrão dos políticos e os prejudique. Isso vem acontecendo desde que assumiu o cargo. Neste caso,  ainda é pior, visto que a aprovação ocorreu a quase três anos. Vai receber também mais de R$ 2 mil de aumento, mas pelo menos vai doar a cada mês, dividindo para trabalhadores que ganham um salário mínimo. Foi o que disse em um vídeo nas redes sociais. Que sirva de exemplo!

Minas de fora 

As eleições que escolheram os novos presidentes da Câmara Federal e do Senado não tiveram nenhum representante de Minas Gerais. Hugo Motta (Republicanos-PB) e os outros parlamentares que compõem a Mesa Diretora, são todos de outros Estados. É a segunda vez consecutiva que os nomes mineiros mineiros são preteridos nas negociações para a escolha. E olha que não é por falta de representantes capacitados e que merecem os cargos. Porém, todos sabem como funcionam as negociatas na política. 

PT e PL 

A disputa acirrada entre PT e PL nos últimos anos, não se repetiu da mesma forma na eleição da Câmara. Os dois partidos  se uniram em prol de uma única candidatura, a de Hugo Motta. Com o apoio fervoroso de integrantes das bancadas, do presidente Lula e do ex Bolsonaro, ambos os partidos cresceram em relação à última escolha da Mesa Diretora da Casa.  O PL saiu da 2ª vice-Presidência para ocupar a 1ª. Já o  PT ficou com a 1ª secretaria, na última Mesa,  ocupava a 2ª. O que explica a união das duas legendas em prol do nome vencedor. É a política nossa de cada dia mostrando escancaradamente a sua cara. 

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