Troca-troca

Pode ser chamado também de clientelismo, que se refere a vários tipos de trocas. Na política, de favores ou serviços por apoio. E isso começa desde as campanhas eleitorais, quando acontecem as promessas dos candidatos a certos eleitores, que, descaradamente, aceitam algo em troca de votos. "Cara de pau" de quem oferece, e o mesmo pode ser dito da pessoa que recebe. Daí pra frente, sendo eleito ou não, inicia uma relação de dependência entre a população, pois é muita gente, e os membros políticos. Alguns não estão nem aí e deixam a coisa correr solta de forma explícita. Já a maioria, vai da forma velada. Ou seja, tenta fazer de um jeito obscuro para que ninguém descubra. No entanto, uma das partes, ou as duas, sempre deixa escapar algo que acaba trazendo a verdade à tona. Que o digam a Câmara de Divinópolis e a Prefeitura em episódio recente.
'Cliente'
Como dito anteriormente neste PB, o Brasil herdou há séculos, mais práticas ruins do que boas, de nações antigas. Aliás, o mundo todo, mas por aqui, em se tratando de política, a coisa é muito pior, provando por A + B que o clientelismo é um conceito muito importante para a compreensão dos mais variados sistemas na política. Se originou no Império Romano, sendo praticado até os dias atuais. Para que ele ocorra, uma das partes deve oferecer apoio político — normalmente na forma de votos —, para a outra. Sendo mais claro ainda do que o tópico acima, um indivíduo “vende” seu apoio político e em troca recebe um favor pessoal, se tornando um “cliente” dos políticos que irão beneficiá-lo. Acontece com: político x político e político x eleitor. Simples assim!
Travada
A situação e oposição ao governo Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ainda não chegaram a um acordo e a Casa iniciou a quarta semana com a pauta travada. O protesto é contra vetos do governador. Sem o entendimento, nenhum projeto é votado no Parlamento mineiro desde 26 de março. Já demorou a voltar às atividades normais devido à eleição das comissões, agora essa de quase um mês sem apreciar propostas. Muitas, importantíssimas como os pedidos de reajustes dos servidores do Estado. Mas, o que tem isso, se o principal foco agora de quem pode resolver o impasse está nas eleições do ano que vem?
Responsável
O líder da oposição, Ulysses Gomes (PT), diz que a demora para analisar os vetos irá atrasar a discussão de assuntos como o reajuste do funcionalismo público. Apesar de ser responsável pela obstrução, a oposição garante que está adotando uma estratégia de contenção de danos para evitar que Zema possa manter vetos sobre assuntos de extrema importância. O líder do governo na ALMG é João Magalhães (MDB). A ala governista conseguiu manter na semana passada, dois vetos do governador, mas outros quatro ainda travam a pauta. Com essa discordância, que prejudica ninguém mais que a população, a previsão de liberação da pauta é para depois da Semana Santa. O que já era esperado, levando-se em conta que esta semana é praticamente "morta" na política. O Senado, por exemplo, estará completamente “esvaziado”.
Hospitais
O secretário de estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, cumpriu nesta segunda-feira, 14, agenda em Itapecerica e Santo Antônio do Monte. Nos dois municípios, visitou hospitais e anunciou melhorias. No entanto, a maior expectativa da vinda de Baccheretti à região é em Divinópolis, para, enfim, entregar o Hospital Regional, que também atenderá pacientes das duas cidades, em que ele foi, e muitas outras. A previsão é setembro. Todos aguardam com ansiedade o cumprimento da promessa.
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