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Preto no Branco

Protestos

Por Bruno
Protestos

Quase 300 agentes da segurança pública de Minas Gerais protestaram ontem contra o governador Romeu Zema (Novo). A cobrança é pela tão sonhada recomposição salarial. A categoria estima uma perda inflacionária de quase 75% nos últimos dez anos, enquanto, nesse mesmo período, o salário aumentou apenas 13%. Essa briga não é de hoje, nem exclusiva da segurança. Os trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por exemplo, estão em greve, sob alegação de tentativa de desmanche do plano de saúde dos servidores. Fato é que o governador e vice, Mateus (Novo), tem uma bomba a desarmar. Mas, afinal, qual deles tem interesse em entrar nesse embate? O primeiro deve se afastar do cargo no primeiro semestre do próximo ano para integrar uma chapa à presidência. Já o segundo, quando assumir, trabalha visando sua eleição para governador. E com os pensamentos em outubro de 2026, nenhum deles quer se envolver em um assunto tão espinhoso, sendo que Simões já declarou não existir recurso neste ano para atender o pedido da categoria…

Marketing 

“Ele [Zema] usa o serviço das forças de segurança para fazer marketing pessoal, para fazer marketing de governo, no entanto, não reconhece a importância que a segurança pública realmente necessita. Falta investimento. Não é só a recomposição, falta muita coisa pra segurança pública em Minas.” A firme frase é do presidente do sindicato dos escrivães da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, Marcelo Horta. Ele está correto. Na hora de colher os frutos, a administração obviamente enaltece os indicadores positivos alcançados pelas forças de segurança. No entanto, na hora de realmente valorizá-los, com um salário a altura, pouco é feito. Vale ressaltar que a culpa não é apenas de Zema, mas também dos administradores anteriores que deixaram a situação chegar a esse ponto. Um total descaso. E, como dito acima, servidores de outras categorias também sofrem com a mesma situação. Saúde, Educação e tantos outros. Enquanto isso, no alto escalão, tudo em dia e do melhor. 

Investigado

O ministro das Comunicações Juscelino Filho (União Brasil) é acusado de participar de um suposto esquema de desvios de emendas parlamentares via Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Quando deputado federal, ele  teria enviado emendas parlamentares à cidade de Vitorino Freire, onde sua irmã era prefeita. Segundo a PF, o dinheiro era usado em obras de pavimentação com empresas de fachada. Em nota, ele reforçou sua

inocência. Se é culpado ou não, caberá à Justiça decidir. Mas o caso reforça, uma vez mais, a necessidade de medidas mais rígidas de fiscalização das emendas parlamentares.

Clima tranquilo 

Na Câmara de Divinópolis, tudo em paz. Se a legislatura anterior ficou marcada pelo “excesso” de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), a atual segue sem nenhuma. Será que o cenário muda  no próximo ano visando a eleição de 2026? 

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