Deu ruim

Mais um que anunciou pré-candidatura pensando no maior e mais importante cargo do país, pode ficar pelo caminho. Alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quinta- feira, 10, o prefeito da cidade de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), afirmou, no último dia 1° de abril, inclusive ao lado do senador Cleitinho Azevedo, mesmo partido, que aceitou um convite para ser pré-candidato à presidência da República em 2026. Mas nem imaginava que poucos dias depois, a PF estaria batendo na sua porta. A ação da é contra o desvio de recursos públicos destinados à saúde. Cerca de 100 policiais federais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco, todas no estado de São Paulo, além de um mandado de busca e apreensão na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia. 12 cidades no total. Imagina o valor deste montante retirado de uma área já tão judiada. Enquanto isso, faltam Upas, hospitais, remédios... E gente com esse caráter, sendo idolatrada só porque fala o que muitos querem ouvir em vídeos hilários nas redes sociais e fakes news.
Pendências
Logo depois da visita a Cleitinho, Rodrigo revelou ao jornal da sua cidade, A Tarde, que já tinha o time para formar a chapa que iria disputar as eleições em 2026. Disse ter se encontrado com o senador de Divinópolis para fechar a parceria, isso caso, Bolsonaro não consiga reverter a questão da inelegibilidade dele. Manga ressaltou na entrevista a existência de algumas pendências "a serem resolvidas". A operação da PF explica o que ele se referia.
Reciprocidade
"Chumbo trocado não dói". Pelo menos é isso que diz um ditado conhecidíssimo. E para algumas situações, não é que se encaixa perfeitamente? O presidente Lula(PT) garantiu nesta quarta-feira, 9, que o governo federal irá responder à decisão do presidente Donald Trump sobretaxar em 10% os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. O presidente afirmou que o Brasil tem buscado o caminho do diálogo com os Estados Unidos, mas não hesitará em pagar com a mesma moeda o que fizer ao Brasil. E disse que a decisão é a seguinte: "tudo o que fizer conosco, haverá reciprocidade". Certíssimo. Não existe essa de só um lado levar vantagem, principalmente, quando se trata de economia e a situação de um país em jogo.
Censura!
O posicionamento do deputado Nikolas Ferreira (PL) em alguns temas, costuma ser tendencioso, e muitas vezes, maldoso. Isso costuma acontecer quando políticos defendem de forma ferrenha companheiros de partido ou ideologia, sem enxergar que eles também são susceptíveis a erros. Mas, em um assunto trazido em em suas redes sociais nesta quarta-feira, o parlamentar tem toda razão: a suposta interferência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no canal esportivo ESPN. A emissora afastou os seis integrantes da mesa do programa "Linha de Passe" por repercutirem uma matéria da Revista Piauí que explorava práticas do presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. Nikolas chamou de "censura" uma eventual demissão dos jornalistas. E é mesmo. Infelizmente, os jornalistas hoje são tolhidos de fazer seu trabalho com ética e parcialidade, por causa de interesses econômicos e outros mais, das empresas onde atuam. E olha que nem chegaram a afirmar nada, só repercutiram uma publicação. É vergonhoso, principalmente pelo fato da emissora jogar seu nome na "lama" por uma atitude condenável, envolvendo um dirigente que todos conhecem sua índole. Além disso, o veto à liberdade de expressão é condenável em tempos atuais.
Covardia
O deputado segue: “Se for verdade que a CBF pediu providências à ESPN sobre fala de jornalistas, o nome disso é um só: censura. E o fato da ESPN demitir os jornalistas por opiniões é de uma covardia absurda. A retirada da liberdade é assim… aos poucos. Na política, no futebol… qual a próxima vítima?”, questionou. Cirúrgico na fala. Sem dúvida, todos os profissionais corretos no país, prestam neste momento, solidariedade aos jornalistas Dimas Coppede, editor-chefe do programa, o apresentador William Tavares e os comentaristas Gian Oddi, Paulo Calçade, Pedro Ivo Almeida e Victor Birner foram afastados da programação da emissora por dois dias. Não seria surpresa depois desta atitude, a demissão do grupo, ou de parte dele.
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