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Preto no Branco

Protocolado 

Por Bruno
Protocolado 

O trabalho apenas remoto nesta semana de feriado da Semana Santa na Câmara, não atrapalhou o líder do PL no Legislativo federal, Sóstenes Cavalcante, protocolar nesta segunda-feira, 14, o requerimento de urgência para o projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta recebeu 262 assinaturas, cinco a mais do que o mínimo necessário, e conta com o apoio de partidos que integram a base do governo Lula, como o PSD, União Brasil, Republicanos, PP e MDB. É o visto na política atual: quando o interesse mira os próprios interesses e de aliados, não há nada que impeça as ações, feriados, fim de semana... Agora, se fosse algo direcionado ao povo, a atitude seria a mesma? Fica a pergunta. 

No Plenário 

Se o requerimento for pautado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e aprovado pelos deputados, o texto pode ser analisado diretamente no Plenário sem a necessidade de passar pela análise prévia das comissões permanentes. Sóstenes justificou que a decisão de protocolar o pedido e tornar pública a lista de assinaturas se dá em razão da pressão que o governo tem feito para que parlamentares que integram a base retirem o apoio. Ele está errado? Não. As manobras correm soltas dos dois lados, e quanto mais se retarda a análise, maiores são as chances de convencimento do sim ou do não. 

Esvaziado 

Porém, apesar da pressa de Cavalcante em protocolar a proposição, em razão do feriado de Páscoa e da situação  saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a pressão incansável que a oposição tem feito pela aprovação do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro deve ser bem menor, voltando à normalidade, a partir da próxima terça-feira, visto que segunda também é feriado. No Senado, não há sessões agendadas nos próximos dias, assim os parlamentares vão dar atenção às suas bases, bem longe de Brasília. Por sua vez,  a Câmara votará apenas pautas de consenso entre as bancadas de forma online, em sua maioria, visto que a capital federal tem seus representantes. Os que  não estão numa praia, é claro. Muitos pegaram a estrada, como o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos). No entanto, o destino não foi informado pela assessoria.E nem vai ser, pelo menos por enquanto. Sempre vaza alguma coisa com a agilidade das redes sociais. Os trabalhos são conduzidos  pelo primeiro-vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL). Precisa sobrar para alguém. 

Apoiadores mineiros 

As 262 assinaturas, cinco mais do que o necessário, conta com parlamentares da base do atual governo, por isso, o tempo é fundamental para a tentativa de convencimento de alguns, visto que o número é maior que cinco, assim, a proposta não teria apoio suficiente. Porém, nessa batalha, os opositores parecem ter vencido. Dos que disseram sim,  27 são representantes de Minas Gerais. Segue a lista, relação importante, pois alguns receberam votos em Divinópolis, sem contar Domingos Sávio, questão óbvia, pois Divinópolis é sua base.  São eles: Ana Paula Leão (PP); Bruno Farias (Avante); Delegada Ione (Avante); Delegado Marcelo Freitas (União); Diego Andrade (PSD); Domingos Sávio (PL); Dr. Frederico (PRD); Eros Biondini (PL); Greyce Elias (Avante); Hercílio Coelho Diniz (MDB); Igor Timo (PSD);  Junio Amaral (PL); Katia Dias (Republicanos);Lafayette de Andrada (Republicanos); Lincoln Portela (PL); Marcelo Álvaro Antônio (PL); Mauricio do Vôlei (PL); Misael Varella (PSD); Nely Aquino (Podemos); Nikolas Ferreira (PL); Pedro Aihara (PRD); Pinheirinho (PP); Rafael Simões (União); Rosângela Reis (PL); Stefano Aguiar (PSD) e Zé Vitor (PL). 

Conhecidos os nomes, não basta só se identificar com a causa, principalmente, cobrar dos “paraquedistas” mais oportunistas do que representantes do povo, as promessas feitas  em campanha, que até agora não transformaram em R$ 1 destinado para Divinópolis. 

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