Voltou atrás

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) suspendeu, no domingo, o processo de consulta às comunidades escolares sobre o interesse das unidades da rede estadual em aderir ao programa das escolas cívico-militares, promovido pelo Governo de Minas. Novas diretrizes devem ser divulgadas pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo secretário de Educação, Igor Alvarenga. O recuo em meio a realização das assembleias é, no mínimo, estranho. A diretriz mostra que o Governo de Minas se apressou na elaboração do programa. A guerra de narrativas entre defensores e opositores deixou de lado o debate e deu lugar a conflitos sem sentido e promoções pessoais. Sabemos que existem pessoas — especialmente alguns políticos — em nível estadual e municipal que não estão preocupados se a medida será benéfica para os alunos. Eles querem ganhar espaço em cima do debate.
Sem prazo
Antes da suspensão, o prazo para resposta das 700 escolas sobre o interesse foi estipulado em 18 de julho. As instituições, portanto, teriam menos de um mês para definir se tem ou não a vontade de se tornarem cívico-militares. Ora, tal decisão é muito importante para ser definida em tão pouco tempo. Basta ver nosso exemplo. Divinópolis teve 13 escolas pré-selecionadas para o modelo. Até a suspensão, apenas duas haviam respondido. Pais, alunos, professores, servidores, diretores: todos precisam ser ouvidos. O debate sério, correto e construtivo precisa acontecer. Além disso, profissionais que acreditam que o lado A ou B é o certo necessitam ser respeitados. Todo esse processo, até o momento, se mostrou apressado. O passo atrás está mais do que explicado.
Pré-candidatos?
Os burburinhos na Câmara já dão conta que o Legislativo terá alguns candidatos a deputado estadual em 2026. O vereador Flávio Marra (PRD) já expressou na tribuna o desejo de concorrer ao pleito. Nomes como Matheus Dias (Avante) e Josafá Anderson (Cidadania) também estão sendo ventilados nos bastidores. Além disso, é provável que Vitor Costa (PT) faça uma dobradinha com Gleide Andrade (PT). Kell Silva (PV) pode fazer o mesmo com Lohanna França (PV), que, ao que tudo indica, deve mesmo ser candidata a deputada federal. É importante dizer que ainda não há qualquer confirmação por parte dos pares. No entanto, o PB apura que podemos ter, pelo menos, duas candidaturas saindo da Câmara.
Lembrança
Otimismo é a palavra para os vereadores que desejam se candidatar para deputado estadual. Afinal, dois nomes conseguiram levantar voo fazendo o mesmo caminho em 2022. Eduardo Azevedo (PL) e Lohanna são exemplos de que Divinópolis pode, sim, fazer mais nomes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No entanto, é importante lembrar que os dois foram os protagonistas da primeira metade da última legislatura e registraram, inclusive, debates acalorados. Indiretamente, isso os ajudou na eleição. Ambos criaram uma base de apoiadores que os acompanham até os dias atuais. Será esse o caminho que alguns vereadores da atual legislatura vão traçar até 2026? Só o tempo dirá!
Falando em eleições
Vitor Costa é o novo presidente do PT em Divinópolis. O vereador teve 59,7% dos votos válidos no Processo de Eleições Diretas (PED), ferramenta que definiu também os delegados e delegadas para o congresso estadual em Minas Gerais. Vitor terá a missão de conduzir a sigla na Cidade do Divino, especialmente nas próximas eleições estaduais, nacionais e, posteriormente, municipais. A eleição interna do PT foi recheada de polêmicas. O pleito precisou ser adiado de última hora em nível estadual devido a uma liminar concedida em favor da candidata Dandara. A deputada federal estava com a participação garantida na disputa, mas a medida foi derrubada. Dandara chegou a um acordo com membros do partido e retirou sua candidatura. Além disso, afirmou que não dará continuidade ao processo judicial que movia contra a legenda. No entanto, está mais do que claro que o PT em Minas enfrenta sérios problemas, especialmente na queda de popularidade do atual presidente Lula (PT).
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