Se arrependeu

Após a influenciadora Virgínia Fonseca aparecer nos stories do também influenciador Carlinhos Maia cantando a música “Com dinheiro do tigrin”, do rapper Oruam, poucos dias depois de depor na Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os jogos de aposta online, CPI das bets, no Senado Federal, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), reconheceu que errou ao gravar um vídeo com ela durante a sessão na semana passada. E não era para menos. Se antes de gravar o vídeo e receber um monte de críticas, a postura dos representantes do povo na Casa, já era criticada, ficou ainda pior. Em discurso no Plenário nesta terça, 20, o senador afirmou que errou ao pedir que a influenciadora gravasse um vídeo para sua esposa e para sua filha durante o depoimento na CPI. Disse ter agido com emoção. Disso, não resta dúvida. Razão ali, "naquele teatro", passou longe.
Deixou de seguir
E as atitudes após o vídeo que soou como uma zombaria da cara do pobre —que deposita toda sua esperança de melhorar de vida ao apostar no jogo —, em relação à influenciadora, não se restringiram apenas a Cleitinho. Soraya Thronicke, que andou trocando farpas com Virgínia durante a sessão da oitiva, mas à seguia nas redes sociais, disse que deixou de segui-la. Afirmou que as atitudes recentes da influenciadora são desdém com a CPI das Bets. Alegou estar decepcionada com a influencer e confessou que tinha esperança de convencê-la a levar a CPI das Bets à sério e, consequentemente, deixar de divulgar jogos de azar nas redes sociais. "Não sabe de nada, inocente"! Só essa frase para definir essa chamada "esperança" que Thronicke, Cleitinho e outro tiveram no dia. Dito isso, não tem como não perguntar: faltou maldade, ou se aproveitaram da situação?
Imagem manchada
Com absoluta certeza, ninguém quer isso num momento em que a eleição do ano que vem é o principal foco da maioria. Como "botar fé" em um representante que "brinca de interrogar" em uma CPI que trata da "desgraça" do brasileiro, e ainda por cima tieta, só porque a pessoa é famosa e tem milhões de seguidores. Não foi só horrível, como inadmissível que aquela sessão se transformasse em tamanho circo. Não é proibido, ninguém disse isso, mas definitivamente, não era o momento. Talvez lá fora, depois que fizessem suas obrigações. Era o mínimo diante de uma investigação tão séria.
Tornou réu
E ainda dentro do assunto Eleições 2026, tem um nome que apereceu como relâmpago na disputa por São Paulo, e chegou a ser bem cotado e falado para o processo do próximo ano, que definitivamente, está queimado. Depois de ficar inelegível, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MPSP) e tornou o influenciador Pablo Marçal (PRTB) réu por colocar em risco a vida de 32 pessoas durante uma escalada no Pico dos Marins, em Piquete, em janeiro de 2022. Na decisão desta terça-feira, 20, a juíza Rafaela D’Assumpção afirma que a investigação da polícia que acompanha a denúncia do MP tem elementos suficientes para ser instalado um processo criminal contra Marçal. Isso que dá, querer ser visto demais e a qualquer custo. Já dizia minha mãe: "quem muito aparece, mostra a b..."!
Homicídio privilegiado
No documento, a magistrada cita ainda, o inquérito policial aberto do caso para tornar Marçal réu pela tentativa de homicídio privilegiado, nome que se dá, quando a prática do ato é atenuada por ser praticada sob fortes emoções. O influenciador foi denunciado com base no artigo 132 do Código Penal , que trata de expor a saúde ou a vida de outro a perigo de morte. O objetivo seria mostrar a importância da superação de riscos para “vencer” na vida. Só que não! A meta que fez o Corpo de Bombeiros resgatar o grupo era outra. Mas, deu ruim! Ainda bem. Menos um "louco" tentando se arranhar na política. Chega, já tem demais.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
