O político de hoje

Quando a gente acha que viu tudo na vida, está longe disso. Basta acompanhar os políticos de hoje. Pode ter certeza, boa parte deles vai se surpreender. Os discursos acalorados, as brigas, que chegam às vias de fato, o aparecer de forma demasiada, o fingir que trabalha, entre outros, todo mundo já está acostumado. Agora colocar laxante na bebida do rival foi demais. Foi o que fez o vereador Carlos Roberto Dias (União), mais conhecido como Gato, porque queria tirar o colega Benedito Raimundo Ribeiro (PL) da reunião, para que ele "parasse de encher o saco". Essa é uma daquelas matérias que a gente não sabe, se rir, se chora! Se bem, que se tratando de político, o sentimento é de desespero. Quanto ao amadorismo, falta de preparo, e, principalmente, ganância pelo poder.
Por brincadeira
Quando o caldo "entorna" a explicação é sempre a mesma: "Fiz por brincadeira". O pedido de desculpas sempre vem em seguida. Até o jeito de fazer é o mesmo. Por meio de vídeo. Depois que a tal das redes sociais se abriu de A a Z, as formas antigas, presença de tète- a- tète, perdeu o valor. Se a coisa já andava desandada, agora, desceu ladeira a baixo de vez. Neste caso, específico, Gato relata desavenças entre ele e Benedito, o qual também deveria lhe pedir perdão , mas impõe atitude do outro lado. É isso mesmo? Inacreditável. Quanto arrependimento, hein! Se fora da política, a falsidade e o jogo de interesses, rolam soltos, imagine dentro dos "antros".
Venda de sentenças
E não pense que não pode piorar, porque piora e muito. operação desencadeada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, em meio a uma investigação sigilosa sobre venda de sentenças por servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, descobriu fatos "escabrosos". A investigação teve início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em 2023 naquele estado. Desde então, os investigadores abriram várias frentes de apuração, incluindo a venda de sentenças, o que já era indecoroso. Agora, os agentes miram um grupo criminoso que cobrava para matar autoridades. Um esquema tão sofisticado que tem até tabela de quanto vale o assassinato de políticos e representantes do Judiciário. E o mais escandaloso é inadmissível ainda: parte dele é formado por militares e servidores que atuavam bem próximos dos alvos. Que nem um antigo quadro do programa Silvio Santos: "Tudo por dinheiro". Mas, não só isso, sempre por ele: o poder!
Senador mineiro
E em meio à “parafernália” encontrada pela PF, pertencente ao grupo suspeito de cobrar para matar autoridades, uma anotação que trazia o nome do senador mineiro, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi presidente do Senado, antes de Davi Alcolumbre (União-AP) Os investigadores apuram se o grupo criminoso o monitorava ou se planejava um atentado contra ele. Sobre o fato, Pacheco diz externar seu repúdio em razão da gravidade que representa à democracia a intimidação a autoridades no Brasil, com a descoberta de um grupo criminoso como este. O senador afirma aguardar que autoridades competentes façam prevalecer a lei, a ordem e a competente investigação sobre esse fato estarrecedor trazido à luz. Neste caso, não só ele, mas toda população brasileira.
Valores cobrados
O grupo cobrava R$ 250 mil para monitorar e matar ministros do STF, R$ 150 mil se a vítima fosse senador e R$ 100 mil no caso de deputados. Autodenominada “Comando C4", sigla para “Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos”, a “agência de extermínio” era composta por civis e militares da ativa e da reserva. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, quatro de monitoramento eletrônico, seis de busca e apreensão no Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. Entre os presos, está o coronel do Exército Etevaldo Cacadini de Vargas, suspeito de ser um dos líderes da agência. Depois, "todo mundo é santo".

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