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Preto no Branco

Flagelo se repete 

Por Bruno
Flagelo se repete 

Não é novidade que as unidades de saúde em Divinópolis, estão superlotadas de pacientes com sintomas gripais. A UPA e nos postos dos bairros, é de praxe – e não é de hoje, tendo em vista que a maioria da população depende da rede pública. No entanto, nos hospitais particulares, a situação não é diferente. Em qualquer que se vá, a reclamação é a mesma. Como se não bastasse, mesmo com as temperaturas mais baixas, a dengue e as outras doenças causadas pelo Aedes aegypti não dão refresco. Os casos continuam crescendo e levando muita gente também a buscar atendimento médico. E lógico, que desse jeito, é impossível se conseguir um atendimento rápido. É fato também que boa parte desta demanda poderia ser evitada se dezenas dessas próprias pessoas pensassem um pouco no próximo. O que se vê de lotes sujos e criadouros do mosquito dando sopa em vários pontos da cidade, "não está no gibi". Fica até chato repetir, porém, o poder público sozinho não dá conta. Não adianta as campanhas dos governos, carro fumacê, entre outras medidas, se a população não fizer a sua parte. Todo ano será esse flagelo. Mas, é aquela coisa: "pimenta no olho do outro, e refresco". Já foi constatado inúmeras vezes, que os picados pelo mosquito não são os responsáveis pela porcaria que está no seu quintal ou nos lotes vagos, mas o vizinho, alguém que passa perto dos locais... Até quando?

Aqui, ali, acolá 

 As crises pelas quais passa o país, direita x esquerda, enquanto o principal que é o povo fica de lado, tem desanimado muitos eleitores. Parte deles,  já perdeu a esperança em seu futuro. O tempo passa rápido, assim como os mandatos dos atuais gestores –,  e nada de bom acontece, a não ser as tretas de sempre, como o descalabro das emendas parlamentares, a queda de braço com Supremo Tribunal Federal, as operações que prendem os larápios do dinheiro público, e por aí vai. Enquanto isso, os representantes da população apenas miram no próprio umbigo e só pensam no eleitor nas antevésperas das eleições. Preocupação com o próximo? Que nada! Que se virem nos 30. A cada manhã que se acorda é uma bomba vindo  à tona. Por essas e mais tantas, essa parte dos eleitores que tem este sentimento, e enfim, despertou para a realidade, está coberta de razão. Afinal, a rejeição aos políticos vai para além dos preços altos dos alimentos, dos combustíveis… Não somente os atuais gestores, todos os políticos estão sendo criticados em geral. Aqui, ali e acolá. Ou seja: nos municípios, nos estados e em Brasília. Que bom que esta parcela dos que enxergam os políticos como eles realmente são, está aumentando. Ano que vem tem eleições. Quem sabe não é a hora de se fazer uma varredura!

Trair e coçar 

E como o assunto é comportamento político, os pré-candidatos às eleições do ano que vem, mesmo "costurando" nos bastidores, estão cientes de que toda e qualquer aliança feita agora pensando no processo deve sofrer mudanças. As conversas de momento visam apenas estreitar as relações e apalavrar a conquista, e possível compra dos currais eleitorais. Isso porque sabem que estão sujeitos à traição, assim, evitam fechar acordos faltando cerca de um ano e quatro meses para o pleito. Tática adotada principalmente pelos mais experientes que foram traídos no passado.  Até porque, em política, trair e coçar é só começar.

Humanização do Luto 

Sancionada nesta segunda-feira, 26, pelo presidente Lula (PT), a Lei que cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental. O tratamento e acolhimento a famílias que enfrentam a perda de um filho durante ou depois da gestação passará a fazer parte do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi um dos autores do PL 1.640/2022 enquanto atuava como deputado federal. Atualmente, apenas três hospitais no Brasil oferecem o atendimento: Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Materno de Ribeirão Preto (SP), e a Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (PI). Em um país deste tamanho, apenas três unidades. A torcida agora é que este PL não fique apenas no papel, como dezenas de outros que beneficiariam quem paga por isso. 

Natimortos registrados 

Outro destaque é a alteração da Lei nº 6.015/1973, de Registros Públicos, para permitir que os natimortos sejam registrados de forma oficial. Até então, as certidões eram emitidas apenas com informações técnicas, como sexo, data de nascimento, local e filiação. Com a mudança, os filhos serão registrados com os nomes que as mães e os pais planejaram durante a gestação. Além disso, a norma prevê a oferta de apoio psicológico especializado, exames para investigar a causa do óbito, acompanhamento de gestações futuras e espaços reservados às pessoas enlutadas. Uma proposta semelhante da vereadora Kell Silva (PV), aprovada recentemente na Câmara de Divinópolis tem algumas semelhanças. Tanto um, como o outro, são excepcionais e pensam na mulher – quase sempre deixada de lado – em um momento de sofrimento extremo. 

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