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Preto no Branco

Rompeu de vez?

Por Bruno
Rompeu de vez?

Quem ler reportagens publicadas pelo jornal O Tempo, Estado de Minas, Hoje em Dia... onde o ex-vereador por Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB) afirma que Cleitinho Azevedo (Republicanos), o convidou para ser seu vice numa possível candidatura ao governo do Estado, logo conclui: o senador rompeu de vez com o Romeu Zema (Novo). A conclusão é simples. Azevedo, quando presidente do Legislativo, era o principal opositor ao governador na Casa legislativa. E pelo visto, segue a mesma linha, mesmo fora de cargos políticos, visto que em qualquer oportunidade não pensa duas vezes em criticar. Cleitinho não confirma a informação de Gabriel. No entanto, dificilmente, ele iria tirar isso do nada. Além do mais, pertence ao mesmo partido de Tadeuzinho, presidente da Assembleia Legislativa de Minas, e que está no radar do senador para a formação de uma chapa para 2026. Ou seja: "Se não tem tu, vai tu mesmo"!

Lidera 

Apesar de liderar as pesquisas, Cleitinho disse à coluna, que ainda não "bateu o martelo" sobre a disputa pela principal cadeira do Executivo no ano que vem.  O senador fala em decisão apenas no primeiro trimestre de 2026, quando a movimentação se inicia pra valer e os nomes começam a ser confirmados.  Junto a Cleitinho, um nome importante na sua carreira política — quem ele chama de amigo: Euclydes Pettersen, também do Republicanos, só  que na disputa por uma vaga no Senado. Pettersen, por sua vez, admite que houve um convite a Gabriel, porém, para coordenar a campanha dele e de Cleitinho. Há uma expectativa ainda de que o ex-vereador caminhe ao lado dos dois, mas em busca de uma vaga na Câmara dos Deputados — o que Gabriel teria descartado, por considerar que tem um papel mais importante,  formando uma base forte em Belo Horizonte, sua cidade natal. Já os dois "futuros parceiros", têm suas consolidações políticas fora da capital dos mineiros. Cleitinho é de Divinópolis, no Centro-Oeste, cerca de 100 km de BH. Já Euclydes é natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Novos, articulados e bem avaliados. Um trio e tanto! 

Não emplacou

Enquanto isso, outro pré-candidato ao governo de Minas, já até enfatizado por Romeu Zema, pois é seu vice, Mateus Simões (Novo), deixa apoiadores com uma "pulga atrás da orelha".  Ele não marcará presença em ato pró- Bolsonaro marcado para o próximo domingo, 3. A justificativa é agendas políticas representando o governo fora do país. Conforme as explicações, ele voltará de Cambridge, onde participa de um curso, e depois, vai à Índia, em um encontro de líderes empresariais, e não chegará a tempo. Nos bastidores, há quem duvide e até se fala que sua colocação muito ruím nas pesquisas pode melar a pretensão de Zema em colocá-lo como seu candidato no ano que vem. O fato é que, a não ser que haja uma reviravolta, o nome de Simões não emplacou. Seja pela avaliação negativa do governador, em especial neste segundo mandato, seja pela falta de carisma do próprio vice. E por mais que muita gente não acredite em pesquisas, elas têm acertado em cheio nos últimos processos eleitorais. E o vice de Zema, se bobear, perde até para ele mesmo. 

Alguém duvida?

Também pré-candidato, só que a Presidência da República, Romeu Zema, ainda não confirmou presença no ato da direita, no próximo domingo, previsto para diversas capitais, incluindo Belo Horizonte, onde a manifestação acontece na Praça da Liberdade, ponto conhecido de mobilizações na capital dos mineiros. Não há dúvidas de que o governador marque presença. Primeiro porque se tornou defensor número 1 das causas defendidas pela direita, em especial com a aproximação do ex-presidente Bolsonaro (PL). Além disso, precisa testar sua aceitação "em casa", com a confirmação da pré-candidatura, principalmente porque anda muito em baixa, em especial, com os servidores públicos. E não há termômetro mais eficaz do que um teste na rua. 

Em Divinópolis 

Na capital de Minas, os organizadores convocam buzinaços em avenidas próximas à praça da Liberdade, como Amazonas, Cristiano Machado e Antônio Carlos, antes da concentração. Entre as figuras tarimbadas da política, devem estar no ato, os deputados Nikolas Ferreira (PL) e Bruno Engler (PL), além de alguns vereadores e lideranças bolsonaristas em BH. Já Divinópolis deve ter novamente como ponto de encontro, a Praça do Santuário. Nenhum político ainda confirmou participação. A manifestação tem como pauta principal, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que ganhou ainda mais adesão depois  das últimas medidas do STF contra Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica. Muitos criticam, mas deixa o povo manifestar, afinal, faz parte da democracia. Agora, se vai ter resultado, aí "já são outros quinhentos".

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