Carregando clima…
Preto no Branco

Lindo...

Por Bruno
Lindo...

...mas muito demorado. Quem foi ao desfile de 1° de junho, neste domingo, aniversário da cidade, gostou das atrações que viu na avenida, no entanto, a reclamação foi uma só: delongado demais. A maioria vai embora antes da hora, pois a fome bate e o sol esquenta. E tem toda razão. Muitas pessoas chegam por lá, antes das 7h para pegar um lugar melhor. Entre elas, famílias com crianças pequenas. Impossível permanecer mais de cinco horas, principalmente, por estar de pé. Talvez, por esse motivo, estava tão vazio, mais do que no ano passado. Anteriormente, apenas as forças de segurança e as escolas do município participavam, se tivesse entidade, eram no máximo duas.  O resultado é mais organização, público maior e bem menos tempo. Será que não estaria na hora de rever? Em tempos passados, para se ter uma ideia, a cavalgada que é a última, passava pela 1° de Junho, até no máximo meio dia. Neste último, foi por volta das 14h, quando não havia quase ninguém mais. Fica a dica.

Nem o público…

…muito menos as autoridades. Cansativo para todos. Por volta de meio-dia, de autoridades, apenas o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) e os comandantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e Tiro de Guerra. O restante já tinha "vazado na braquiara". Depois o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), chegou. Pelo menos no espaço reservado a elas, a imprensa e convidados, na rua Rio de Janeiro, com o 1° de Junho, não estavam. Se não diminuir a quantidade de participantes, já a partir do próximo ano, vai chegar a um ponto que irá apenas os parentes de quem está desfilando e alguns gatos pingados. Se bem que 2026 nos 114 anos, é ano eleitoral. Tem alguns que vão querer ser vistos a qualquer custo. Em especial, uns que só faltam colocar uma melancia na cabeça. 

Recordar...

...é viver. Frase carregada de nostalgia e pode ser aplicada nesta situação. Divinópolis já teve desfiles memoráveis, com participação de grandes nomes da política no Estado e no país. De uma década para cá, essa representatividade só desceu ladeira abaixo. Outro ponto também a ser avaliado. Não que hoje, os três deputados e o senador, não sejam estes participantes, mas era, no mínimo, o dobro. Divinópolis com a importância que tem hoje em diferentes cenários, precisa e merece mais. 

Vazia…

...e solitários. Era assim que estava a 1° de Junho de 2020 em plena pandemia, quando não houve desfile. Na praça Dom Cristiano, onde fica a estátua de dr. Sebastião Guimarães e as bandeiras do Brasil, de Minas e de Divinópolis, apenas duas pessoas para os hasteamento: o servidor da Semsur, que inclusive, estava lá na mesma função neste domingo, Edson Fernandes, e Evandro Araújo, à época, diretor de Comunicação da Prefeitura, gestão de Galileu Machado (PRD). Apenas a estátua e alguns  poucos carros na avenida, fizeram companhia a eles. Ano em que as pessoas ainda tentavam digerir a pandemia e suas consequências, poucas se arriscavam a sair de casa, pois não se sabia o que ainda viria pela frente. Mas, o dever cívico com a "Cidade do Divino" foi cumprido, e uma foto histórica e triste ao mesmo tempo, registra o momento. 

Passado...

...e presente. Constatar que cinco anos depois, aquele momento catastrófico ficou lá atrás, é consolador. Vê, em especial, que o divinopolitano filho ou de coração, ama essa terra abençoada, também é uma forma de esquecer este e outros sofrimentos, e continuar contribuindo para que o Município seja cada vez mais pujante e capaz de superar desafios o colocando sempre em lugar de destaque, como mostraram duas pesquisas recentemente. Afinal, o Divino Espírito Santo, mesmo tentado de várias formas, é imbatível. Por isso, infeliz daquele que age de forma pensada, estratégica, manipuladora, prejudicando o próximo e se achando porque ocupa  apenas "um cargo temporário".  Para esses, quanto mais cresce desta forma, maior será a queda! Pode anotar.

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