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Preto no Branco

Bate-boca

Por Bruno
Bate-boca

O senado que viveu momentos vexatórios durante o depoimento da influenciadora Virgínia Fonseca na CPI das Bets, voltou a mostrar ontem durante a audiência com o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, cenas lamentáveis. Ao invés de tietagem, em um lugar e momento nada apropriados, o registro desta quarta-feira, 15, foi um tenso bate-boca, entre Wolney e o senador Sergio Moro (União-PR), durante sessão da Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle do Senado.  A discussão começou quando Moro questionou o ministro sobre a suposta omissão do governo federal diante das fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Visivelmente incomodado, Queiroz reagiu: “Vossa excelência era o ministro da Justiça nessa época. Fez alguma coisa para coibir essas fraudes? Moro retrucou afirmando que não tinha conhecimento dos fatos à época e acusou o ministro de omissão: “Na reunião foi informado sobre as fraudes, vossa excelência não fez nada”, disparou. É o que se vê atualmente nas casas legislativas do Brasil. Isso quando não partem para a “porrada”. Literalmente, “se baixar a lona vira circo”. O pior é que o povo não sabe que o palhaço é ele.

Desvios dos aposentados

A tensão na audiência aumentou quando o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), interrompeu Moro e criticou o teor pessoal das perguntas. Apesar do embate, a audiência prosseguiu com outros questionamentos. Wolney assumiu a pasta em abril, após a saída de Carlos Lupi, e prestava esclarecimentos sobre os descontos indevidos identificados em benefícios previdenciários. Em sua apresentação inicial, o ministro garantiu que os valores descontados serão devolvidos diretamente na conta dos beneficiários, sem necessidade de novos dados bancários, e que R$ 2,56 bilhões já foram recuperados para iniciar os ressarcimentos. Pelo menos a audiência seguiu que não terminou como a marmota de terça-feira.

Scanner de segurança

Projeto da deputada Silvye Alves (União-GO), torna obrigatória a instalação de scanner de segurança na entrada de todos os órgãos públicos federais. A intenção é reforçar a segurança e a proteção das pessoas que trabalham e frequentam o local. A proposta também busca prevenir a entrada de armas, substâncias perigosas ou materiais não permitidos. A inspeção de segurança será realizada de forma a não constranger ou desrespeitar os direitos dos cidadãos. Caso haja necessidade de inspeção mais detalhada, deve ser garantida a privacidade e a presença de agente do mesmo gênero. Os órgãos públicos deverão comprar e fazer a manutenção dos equipamentos, treinar equipe para usá-los e garantir que a inspeção ocorra sem constrangimento ou discriminação. O texto está em análise na Câmara dos Deputados. Do jeito que a coisa anda, com tanto ódio e ataques aos poderes, antes prevenir mesmo, do que remediar.

Agora é fato

Como foi especulado e era esperado, Ednaldo Rodrigues foi afastado do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão foi assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Gabriel de Oliveira Zéfiro. Ainda segundo a decisão, o vice Fernando Sarney assume o comando da entidade futebolística e precisará convocar eleições “o mais rápido possível”. A decisão ocorre no âmbito da apuração, a pedido do Superior Tribunal Federal (STF), de uma suposta irregularidade no acordo que culminou com Ednaldo na presidência da CBF. Segundo o texto, houve uma falsificação da assinatura do então dirigente Coronel Nunes para homologar o acordo. A CBF havia garantido em nota, que não houve nenhuma ilegalidade no processo que conduziu o atual mandatário de volta ao comando da entidade. É óbvio. Negar, todo mundo nega. Na verdade, estava demorando até demais. Quem sabe agora, com essa decisão, e a chegada de um técnico de fora, a seleção não engrena.

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