Aceita e pronto!

Falta de conhecimento ou proposital? Quando se trata de política, redes sociais e aproximação de anos eleitorais, fico com a segunda opção. As vítimas desta covardia, são incontáveis, impossível citar casos dia após dia, mesmo sendo só os de Divinópolis. Por isso, como exemplo mais recente, de novo, o prefeito Gleidson Azevedo (Novo). Em uma das publicações do Agora sobre o caso do refeitório do Cefet, um dos comentários, além de totalmente, descabido — acusa o chefe do Executivo de responsável pelo ocorrido, usa de adjetivos execráveis, como vagabundo, para denegrir sua imagem. Geralmente, tática usada por fracos, invejosos, que não conseguem êxito no que almejam, e atacam quem atinge suas metas. Lamentável. No entanto, tempo perdido, na maioria das vezes. Visto que atitudes como estas, quando o atacado tem consciência de seus méritos, as usam para subir ainda mais os degraus da escada dos desafios. E é isso que o prefeito vem fazendo. Inaugurando obra atrás de obra, inclusive, algumas com mais de duas décadas de atraso, e que em sua gestão, saíram do campo das promessas. Então, meus caros (as), dito tudo isso, só uma uma frase a se dizer: "aceita que dói menos"!
Não é fácil!
Sobre o dito acima, desde tempos remotos, as dificuldades, as limitações, os desafios e o sofrimento, fazem parte da vida. Afinal, não faria sentido se a vida fosse apenas "um mar de rosas". Cada um precisa carregar a sua cruz, umas pequenas, outras médias, grandes, e por aí vai. Por isso, muitos se perguntam: o que eu devo aceitar para não sofrer tanto? Tudo que esta vivência lhes impõe, esta é a verdade. O que não dá, é ficar anos e anos no sofrimento, e apenas se lamentando ou atacando as pessoas para aliviar as angústias. Prender-se a elas, jamais, e é justamente nessa hora que entra o aceitar! E, principalmente, lutar. Quando nos recusamos a aceitar situações inevitáveis, como difamações, julgamentos, rasteiras, falta de oportunidades, nos fechamos na escuridão, nas amarguras, na revolta. O resultado? Tristeza, solidão, que mais cedo, ou mais tarde, culminam numa depressão, muitas vezes, sem volta. Mas, antes disso, sempre teremos a oportunidade de escolher superar e recomeçar.
Virar palco
E dentro de todo este contexto, do que não se foge, é da política. Todos nós temos um pouco dela em cada ação, que seja no trabalho, na igreja, na comunidade. E isso é bom, pois foi feita para isso. O que a mancha, é a atuação de boa parte dos políticos, que a usam para se corromper, prejudicar e se fechar nos seus próprios interesses. Mas, quando usada para bem coletivo é proveitosa e dá resultados. Como fez o vereador Matheus Dias (Avante), quando solicitou a audiência pública na Câmara para debater a adesão ao programa das escolas cívico-militares. Oportunidade ímpar para uma discussão sadia e apresentação dos pontos de vista. Afinal, na democracia, cada um é livre para concordar ou não, criticar e sugerir. O que não pode, é usar assuntos tão importantes, que pode ser decisivo para toda comunidade escolar, para palco político. O que é possível perceber de um lado e de outro, por meio de uma meia dúzia. Mas, tirando isso, a audiência foi, sem dúvida, relevante, como a promovida por Kell Silva (PV), sobre a federalização da Uemg. Isso é mobilizar, é ser atuante no Legislativo.
Quem fala muito...
Não dá para fugir do assunto: "quem falar o que quer... Em especial, nas redes sociais, como dito no primeiro tópico. Numa forma de se defender da denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) se pronunciou nesta terça-feira, 8, no Plenário da Câmara dos Deputados. Na decisão do órgão, ele e os deputados estaduais Bruno Engler e Delegada Sheila, ambos também do PL, teriam feito uma “campanha sistemática de desinformação” e difamação contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman (PSD) no segundo turno das eleições de 2024, quando ele disputava contra Engler a Prefeitura de Belo Horizonte. O parlamentar mineiro afirmou que estão querendo o deixar inelegível porque denunciou um livro pornográfico. Porém, não é isso que diz a ação do MP. Para o órgão, houve exploração de trechos descontextualizados de uma obra literária e falsa imputação de responsabilidade pela suposta exposição de crianças a conteúdo impróprio durante um festival. Se o deputado sabe como as coisas funcionam, para quê "dá bom dia cavalo"? Agora é aguentar, já que não fez o mesmo com a língua, quando acusou de forma infundada.
Vantagem eleitoral
As falas dos deputados, segundo o MP Eleitoral, teriam como objetivo “desqualificar” Fuad e “angariar vantagem eleitoral” para Bruno Engler e Coronel Cláudia, que disputavam o segundo turno. O que não é novidade nas disputas eleitorais no Brasil. Jogam mais sujo do que "esgoto in-natura". Nos vídeos, objeto de denúncia na Justiça Eleitoral, Nikolas e Engler fizeram críticas ao livro “Cobiça”, escrito por Fuad em 2020. A obra ficcional, na verdade, narra a história de uma mulher que viaja ao interior mineiro e se reconecta com memórias antigas. À época, a justiça determinou a exclusão do vídeo das redes. Agora, os três podem ser barrados na política!
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