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Preto no Branco

Ameaça à vida

Por Bruno
Ameaça à vida

A semana promete ser decisiva a partir de amanhã em uma área fundamental para a população: a saúde. Vence nesta terça-feira,7, o prazo que os consórcios que administram o Samu em Minas, deram para que os governos do Estado e o federal encontrem uma forma de cobrir um déficit milionário nas dez regionais, e falem em aumento salarial. Caso contrário, uma greve pode ser deflagrada. O valor no custeio das unidades pendentes é estimado em R$ 56, 8 milhões somente em 2025.  Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG) já contabiliza ao menos 2 mil condutores socorristas cobrando por melhores salários. Este profissional até hoje não foi reconhecido como integrante da saúde, mesmo sendo parte importante da equipe de resgate. E adivinhe o motivo. Os projetos em tramitação na Câmara Federal estão engavetados por má vontade política — enquanto eles ganham mixaria exercendo a mesma função dos demais, e o dinheiro para o funcionamento ideal, não chega. Mas, para quê se preocupar com o próximo, se quem pode fazer algo tem uma unidade de saúde equipada dentro do Congresso à disposição e ainda plano de saúde? No entanto, desta vez, a situação é mais grave, e é importantíssimo observar neste momento tenso, quem vai colocar realmente a "a cara a tapa"! Afinal, ano que vem tem eleições. 

Cabeça em 2026

Enquanto o furdunço segue solto em Minas, não só na saúde, mas em outras áreas, como segurança pública e educação, o governador Romeu Zema (Novo) está com o pensamento em 2026 e, neste sentido, tem intensificado as críticas ao governo Lula (PT) em suas redes sociais, ao mesmo tempo em que está cada vez mais próximo o ex- presidente Jair Bolsonaro (PL). O objetivo também fica cada vez mais óbvio:  com a proximidade, ganha projeção nacional e pode ser uma alternativa para encabeçar uma chapa, caso Bolsonaro continue inelegível. Tarefa que não parece fácil, primeiro exatamente por não ser ainda tão conhecido no país, além disso, por ter nomes fortes, como o governador de São Paulo, Tarcisio Freitas (Republicanos) como concorrente. Por isso, o ainda governador precisa se concentrar e se esforçar para resolver problemas emblemáticos em seu Estado, assim, a chance de ganhar projeção é bem maior. 

Eleição suspensa 

No PT, a situação também não anda nada boa. Além da queda na aprovação do governo Lula — uma das piores—, críticas internacionais, queda de braço com o Congresso, e outros, os diretórios nos Estados vêm enfrentando problemas. Em Minas Gerais, por exemplo, a suspensão da eleição do Diretório Estadual, decidida na noite de sábado, 5, na véspera do pleito, gera apreensão nos bastidores do partido sobre os impactos no calendário nacional do Processo de Eleições Diretas (PED). Segundo publicou a Itatiaia, há a preocupação de que a promulgação do resultado final —prevista para os próximos dias— possa ser afetada. Assim, a apuração dos votos em todo o país deve seguir normalmente, e os Minas ficam para serem contabilizados, assim que o novo pleito for realizado. Situação que não deve ser fácil, visto que a contagem é feita manualmente, com cédulas de papel, o que exige um tempo bem maior. A votação aconteceu neste domingo, 6, em todo país, exceto Minas, onde a disputa foi suspensa após decisão judicial favorável à deputada Dandara Tonantzin, que teve sua candidatura inicialmente barrada. Estaria a presidência nacional com risco de contar com votos de um dos maiores colégios eleitorais do país? A coisa tá feia. 

Escolas militares 

Outro assunto que também deve repercutir nesta semana em Divinópolis, é a adesão de escolas estaduais ao Programa das Escolas Cívico-Militares (Pecim). A iniciativa é do Governo de Minas que iniciou o movimento, no dia 30 último. Por aqui, na "Cidade do Divino", onde 14 escolas estaduais foram incluídas na lista de unidades pré-selecionadas para possível implantação do modelo. No entanto, mesmo antes de alguma manifestação por parte das unidades de ensino, a polêmica já rola solta, como? Entre direita e esquerda, para variar. Se a política não entrar no meio, e não houver divergência e ataques entre os dois lados, não é Divinópolis, onde tudo é levado para o extremo, a reunião é uma excelente oportunidade para aparecer e "ficar bem na fita".

Vai pra Câmara 

Diante de toda a movimentação, os pontos de vista explodiram nas redes sociais nos últimos dias. Neste sentido, as declarações dos favoráveis e contrários à medida  não vão parar nos vídeos. O debate se estenderá para a Câmara de Divinópolis em audiência pública, solicitada pelo vereador Matheus Dias (Avante) que promete movimentar o plenário na noite desta terça-feira. Espera-se a participação de professores, diretores, autoridades militares, representantes da Secretaria de Estado de Educação, pais, alunos  e demais interessados no assunto. Ótima oportunidade, desde que os interesses políticos não sobressaiam aos educacionais. 

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