Imbróglio

Talvez esta palavra resuma bem o que se acompanha no Conselho Tutelar em Divinópolis. O que está acontecendo com esse órgão fundamental no amparo à crianças e adolescentes em situação de risco? De dezembro do ano passado para cá, quando quatro conselheiras foram afastadas por, entre outras práticas, prevaricação, não para de aparecer denúncias. Uma semana depois das profissionais serem informadas que uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ordenava a volta delas ao trabalho, uma nova denúncia apareceu e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), solicitou um novo afastamento por 60 dias. E olha que a Prefeitura já até preparava o documento para o retorno delas. No meio disso, apareceu outra denúncia, desta vez, contra um ex-conselheiro. Por mais que a imprensa se esforce para explicar este momento vivido no Conselho, ainda faltam peças para se encaixar em um tabuleiro tão complexo. Por isso, a população precisa e merece saber o que de fato acontece. Investigação sob sigilo, nada mais do que uma forma despistar quem quer saber da verdade.
Showman
Enquanto isso, na Câmara de Divinópolis, outro local onde sempre há questionamentos sobre a atuação de alguns vereadores, seguem os shows. Se o objetivo é chamar a atenção ou atingir algum objetivo, muitas vezes, dá certo. Mas, essa não é a função do vereador. Nem tão pouco, discursar elogiando políticos porque são parceiros, e sendo, fica mais fácil de se conseguir alguma vantagem, que chega ao eleitor com informação totalmente equivocada. Este, por sua vez, não se preocupa em saber da verdade, assim está tudo certo para os dois lados. O showman fez o seu papel, o espectador também e a política continua praticada de forma equivocada. E sobra pra quem? Para aquele que aplaudiu o show e também para aqueles que não têm nada a ver com isso.
Condenar
Já são 4 votos no Supremo Tribunal Federal (STF) para condenar a deputada Carla Zambelli (PL) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, devido ao episódio em que a ela sacou uma arma, disparou e iniciou uma perseguição contra um homem, em São Paulo. A vítima atuou como assistente de acusação no STF. A ocorrência foi dias antes das eleições de 2022, no Centro de São Paulo. A parlamentar também pode ser condenada pelo STF a perda do mandato e a cassação definitiva do porte de arma de fogo. Os demais ministros terão até o próximo dia 28 para inserirem os votos no Plenário Virtual. Existe, ainda, a possibilidade de algum ministro pedir mais tempo para analisar o caso ou enviar o processo para o Plenário físico da Corte. O caso de grande repercussão tem o primeiro resultado justamente na semana em que o ex-presidente será julgado também pelo STF.
Marco
Como dito acima, o julgamento de Bolsonaro, considerado um marco histórico na política brasileira, é hoje. O ex-presidente e mais sete denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) terão os futuros traçados em sessão que será aberta pelo presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin. O grupo da Suprema Corte é composto por cinco ministros com carreiras distintas e nomeações feitas por diferentes presidentes. Este dia, 25 de março de 2025, pode ter implicações significativas para o futuro do país e para a carreira de Bolsonaro. A acusação contra os oito, é uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, no famoso 8 de janeiro que também entrou para a história como um atentado à democracia. O julgamento deve seguir até amanhã, com grande expectativa se o ex-presidente se tornará réu. Dois dias em que todos os olhos do Brasil estarão voltados para Brasília.
Orações
Já com todas as atenções voltadas para esta terça, o ex-presidente clamou no domingo, aos líderes religiosos de todo o país para que façam orações pelas vidas das pessoas condenadas pelo STF por participação nos atos de 8 de janeiro. Disse que no auge dos seus 70, aprendeu durante toda sua vida que Deus age quando o seu povo ora com fé e unidade. "Deus há de fazer justiça"!, pregou Bolsonaro pelas redes sociais. E ele tem razão. Nada escapa aos olhos do "Altíssimo". Quem usa seu "nome em vão", mais cedo ou mais tarde sofre as consequências. E ninguém injustiçado pelas "mãos do homem", muitas vezes adotando decisões parciais e duvidosas, fica sem a recompensa Divina.
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