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Preto no Branco

‘Pais da obra’ 

Por Bruno
‘Pais da obra’ 

As obras para a abertura da avenida 21 de abril, entre os bairros São Sebastião e Santa Clara, seguem a todo vapor. Homens e máquinas trabalhando, terra amontoada e marcadores de limitação de tráfego fazem parte do cenário. Mas, não é só isso. A coluna teve conhecimento de que pelo menos dois vereadores estiveram no local se autodeclarando “pais da obra” na maior “cara dura”. Mal sabem eles, que os moradores daquela região, políticos e secretarias, e outros, os quais Josafá Anderson (Cidadania), correu atrás para viabilizar a abertura, sabem que o mérito é dele. E não é de hoje, cerca de quatro anos. Morador próximo, assim como dezenas de pessoas que passam pela rua São Sebastião, sabe dos perigos e dificuldades que condutores que passam pela via todos os dias, enfrentam, em especial, nos horários de pico. Trânsito caótico, que, finalmente, será aliviado com o acesso pela rua Além Paraíba. Melhoria e tanto que vai desafogar um bom trecho da via até a Igreja São Sebastião, e a avenida 7 de Setembro até a rotatória do Bom Pastor, palcos de constantes acidentes. Agora que a coisa está caminhando, aparecem intrusos para se vangloriar? Muito fácil, né! “Pegar no chifre do boi”, ninguém quer. 

Cassação 

A semana na política nacional segue movimentada. Depois de o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidir por unanimidade rejeitar os recursos de declaração de Carla Zambelli (PL) e manter a cassação do diploma de deputada federal por uso indevido dos meios de comunicação e prática de abuso de poder político —, seu aliado, o ex-presidente Bolsonaro se tornou réu em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Outra coincidência entre os dois políticos do mesmo partido, é que a  decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo, também manteve a determinação de inelegibilidade por oito anos da deputada, a partir do pleito de 2022. Neste caso, cabe recurso. Faltando dois dias para encerrar a semana, outros BOs podem fechá-la com mais novidades, polêmicas, melhor dizendo. 

“Algo pessoal”

Sobre a decisão envolvendo Bolsonaro e mais sete acusados, o ex-presidente criticou a decisão do Supremo de torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado. Disse acreditar que há “algo pessoal” contra ele. O ex-chefe do Executivo afirmou que a acusação é muito grave, além de ser infundada. Anunciou que vai demorar um pouco, mas, tem muitas novidades para divulgar. Aguardemos. 

Por unanimidade 

A Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, aceitar a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e os outros investigados por crimes contra a democracia. Agora, o ex-presidente passará a responder a um processo penal, que pode levá-lo à prisão.  A jornalistas, Bolsonaro afirmou que “comandantes jamais embarcariam em uma aventura” e que “não é crime não passar a faixa presidencial”, em alusão à sua falta na posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Seguiu argumentando que “discutir hipóteses constitucionais não é crime”. O fato é que a questão da faixa não estava em julgamento e a decisão já foi sacramentada. Cabe agora ao ex-presidente e aos demais, aceitar o rito dos trâmites jurídicos e ver no que vai dar. 

Sem vice 

A morte do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), nesta quarta-feira, vai mudar a configuração do Executivo municipal. O vice, Álvaro Damião (União), que já vinha atuando como prefeito em exercício desde a internação de Fuad, no início de janeiro, assume de forma definitiva. Já o cargo de vice-prefeito ficará vago até as próximas eleições municipais, em 2028. Isso porque a Lei Orgânica do Município estabelece que o sucessor imediato de Damião passa a ser o presidente da Câmara Municipal, cadeira hoje ocupada pelo vereador Juliano Lopes (Podemos). A vacância do cargo de vice-prefeito não é novidade na capital dos mineiros. Em 2022, o então prefeito Alexandre Kalil deixou o Executivo para concorrer ao governo de Minas nas eleições daquele ano — ele foi derrotado pelo governador Romeu Zema (Novo), que venceu já no primeiro turno — e o próprio Fuad assumiu a Prefeitura. No entanto, foi bem menos tempo, como ocorreu com Célio de Castro e Fernando Pimentel em 2001. Agora, a chapa acabou de ser eleita. Lamentável, mas faz parte do processo da vida. A morte é a única certeza que se tem. 

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