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Preto no Branco

'Pernas para o ar'

'Pernas para o ar'

Passadas as comemorações natalinas, é hora de voltar ao batente, afinal a luta continua. Aliás, não para todos, apenas para os "pobres mortais". Os donos dos maiores salários do Brasil seguem de "pernas para o ar" até o fim de janeiro ou início de fevereiro. Ganha um doce quem adivinhar quem são, antes de ler o final. Para muitos, acostumados com as benesses para poucos, neste país onde a desigualdade reina, nem precisa dizer. Já sabem? Pois bem, então vamos lá: integrantes do Judiciário e boa parte dos políticos. Dois poderes de extrema importância para os rumos da nação, mas cheia de privilégios que atrapalham e muito seus bons funcionamentos. De um lado, salários que juntando tantos "direitos", os supersalários de alguns juízes chegam a mais de R$ 300 mil. Dou outro, rendimento de R$ 44.008,52 para deputado federal e senador. Isso, só de salário, é bom deixar claro. Quando se junta os auxílios, como moradia, saúde, transporte... um político desta esfera custa mais de R$ 100 mil aos cofres abastecidos pelo povo. E ainda assim, quase dois meses de recesso para os dois poderes. Enquanto, quem paga seus benefícios exorbitantes, ganha um salário mínimo ou pouco mais, custa pegar 15 dias de férias, pois precisa  vender seu descanso para não ver sua família passar fome. Que justiça é essa?   

Custo elevado 

Além do salário, o custo total para manter um senador ultrapassa R$ 24 milhões por ano.  Saber quanto ganham esses dois representantes e os seus custos são apenas o começo. Entender o que esse montante representa no contexto político e social do Brasil é simplesmente desolador. O que vale realmente uma reflexão sobre o papel destes impactos na vida dos brasileiros. Por isso, precisam desempenhar suas funções com muita eficiência. O senador, por exemplo, tem a responsabilidade de representar o interesse da população de seu estado. Mas, infelizmente, na maioria das vezes, representa muito mais os seus interesses. Por isso, a população paga bem demais de uma pessoa e não tem nenhum retorno. Ainda bem, que toda regra tem exceção, como tem feito Cleitinho Azevedo (Republicanos), talvez o único. O que dá aos cidadãos ainda um fio de esperança de alguma mudança.

Tem 13º?

Tem sim, senhor. O 13º salário dos senadores faz parte da remuneração total deles. Assim como em outras funções públicas, esse pagamento é feito em duas parcelas ao longo do ano. A primeira parte é paga até o final de novembro e a segunda até o final de dezembro, e também é feita com base no valor do salário mensal. Isso, acredite se quiser, trata-se de compensação adicional que ajuda a lidar com despesas de fim de ano. É para rir ou para chorar?

Balanço de 2024

 Reunião solene na última sexta-feira, encerrou o segundo ano da 20ª Legislatura na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O  trabalho da Casa em 2024 foi intenso: foram 903 reuniões nas 26 comissões (22 permanentes e 4 extraordinárias). Dessas, 265 foram audiências públicas, 35 audiências de convidados, além de 6 debates públicos e 19 reuniões fora da sede. As comissões também realizaram 37 visitas técnicas. Ao longo da reunião solene de encerramento, além do presidente Tadeu Leite (MDB), também se pronunciaram outros três deputados que destacaram o protagonismo da ALMG na renegociação da dívida de Minas Gerais com a União. Assunto que causou polêmica neste ano e deve prosseguir no próximo. São os capítulos da política que ganham novos contornos em 2025, já que em 2026 tem eleições. 

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