Carregando clima…
Preto no Branco

Número ‘mágico’ 

Número ‘mágico’ 

Assim como Divinópolis, a missão de eleger um vereador em Belo Horizonte nestas eleições foi mais árdua para partidos e federações. Tudo isso por conta do quociente eleitoral, número “mágico” que determina a votação mínima que uma legenda deve ter para conseguir uma cadeira na Câmara, como dito neste PB na edição desta terça-feira. O caso de Lauro Capitão América (PDT) no Legislativo divinopolitano é que mais gerou comentários, em especial de injustiça. Ele que atualmente exerce o cargo no lugar de Diego Espino que perdeu o mandato no ano passado, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo fato PSL, partido pelo qual foi eleito, ter usado candidaturas “laranja” nas eleições de 2020. O candidato teve 2.584, o quarto mais votado, mas não ficou com a cadeira, pois seu partido não fez legenda.  Mas, não foi somente ele que foi bem votado na disputa. Sargento Elton (PL), Sadraque (Novo) e Misael Leão (PRD), tiveram mais de 1.600 votos e também ficaram de fora. Injusto, sim, mas errado, 

Mais de 80%

Ainda sobre a votação do último domingo, entre os mais de 3 mil prefeitos que buscaram se reeleger, 80,6% tiveram sucesso no pleito, como mostram os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração. Enquanto 590 foram derrotados pelos adversários, 2.444 conseguiram mais quatro anos. Exemplos não faltam em diversas regiões de Minas Gerais, como é o caso do Centro- Oeste, onde cerca de 20 conseguiram o feito. Um deles, Gleidson Azevedo (Novo) de Divinópolis. Ele superou sua única adversária, Laíz Soares (PSD),  com mais de 50 mil votos de diferença. O que reflete no Estado com maior número de municípios do país, justamente Minas: teve a maior quantidade de prefeitos buscando reeleição: foram 455, dos quais 375 (82,41%) vão governar suas cidades por mais quatro anos. Era esperado. 

Resultado pífio 

E a dificuldade de se eleger nestas eleições, dificultou somente para os vereadores. Teve candidato que ocupa cargo bem mais importante na política, que ficou para trás.  Quatro dos 81 senadores se aventuraram nas eleições municipais, tiveram um desempenho aquém do esperado no pleito. Apenas um deles, Rodrigo Cunha (Podemos-AL) foi eleito. Ele se candidatou a vice-prefeito de Maceió na chapa encabeçada pelo atual prefeito, JHC, que foi reeleito em primeiro turno. Os demais tiveram um desempenho pífio. É o caso do senador eleito por Minas Gerais, Carlos Viana (Podemos-MG). Ele recebeu 12.712 votos, o equivalente a 1% do total. O pior é que além dele ter recebido uma quantidade de votos bem menor que a esperada, teve o maior “custo de voto” entre os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. Com gastos de campanha que superaram os R$ 2,6 milhões, cada voto dado em Carlos Viana custou o equivalente a R$ 211. Para se ter uma ideia, o deputado estadual Bruno Engler (PL), que disputará o segundo turno após ter recebido 435 mil votos, “pagou” R$ 32,88 por eleitor. Também não se explica esse tanto de gente deixar os atuais cargos para disputar outro. A maioria vem do Legislativo e não tem nenhum perfil de Executivo. Mas, e o ego!

Nem esfriou 

Mal passou uma eleição, e a próxima já entra no radar. Basta acompanhar a política nas três esferas para constatar. Agora mesmo, o Plenário do Senado analisou ontem o projeto de lei que altera as regras da Lei da Ficha Limpa, e define o período máximo de inelegibilidade para condenados pela Justiça. O texto prevê pena máxima de 8 anos de inelegibilidade, que começará a contar a partir da data da eleição da qual ocorreu a prática abusiva, de quando a Justiça decretou a perda do mandato, quando houver a condenação por órgão colegiado ou a partir da data da renúncia ao cargo eletivo. Atualmente, alguns casos superam o período de 8 anos até que o processo tenha a tramitação concluída na Justiça, ou quando a pena começa a contar após o fim do mandato. Parlamentares governistas alegam se tratar de uma manobra para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se é para beneficiá-lo, não dá para comprovar, pelo menos por enquanto, mas que boa parte dos políticos não faz nada sem segundas intenções, isso é fato. 

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…