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Preto no Branco

Empatados 

Por Bruno
Empatados 

2025 finalizou apenas seu terceiro mês, mas um assunto que deveria começar a ser discutido apenas neste mesmo período de 2026, está a todo vapor: as eleições do ano que vem. Mas, não só no meio político, onde não é novidade, nas rodas de conversas ou nas redes sociais. Desde o início do ano, diversas pesquisas vêm sendo publicadas, esquentando ainda mais o debate.  A última delas foi publicada ontem e envolve o principal cargo do país, o de presidente da República.  Levantamento do instituto Genial/Quaest revela um empate técnico entre o presidente Luiz Lula (PT) e Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da disputa do ano que vem. Apesar de inelegível até 2030, Bolsonaro aparece na simulação com intenção de voto próxima à do atual chefe do Executivo nacional. Na simulação, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 40% do ex-presidente. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado indica um empate técnico. Pode faltar muito tempo, mas o cenário já mostra como será a movimentação de agora para frente, em especial porque envolve tanta situação, como o 8 de janeiro e o Brasil desandado na economia. 

Descrentes 

 Dentro das previsões das pesquisas uma coisa sempre dá certo. A quantidade de pessoas que declaram votar em branco ou nulo. Nesta estatística, por exemplo, o número chega a 13%. Os resultados nas urnas nos últimos processos eleitorais, mostram que essa previsão nunca dá errada. Juntando aos eleitores que se abstém, a descrença nos políticos é gigantesca. Sem falar nos indecisos que sempre aparecem, mas numa quantidade menor. Nesta, em questão, apenas 3%. Infelizmente, a população acha mais fácil não cumprir com sua responsabilidade, do que pesquisar, sugerir e apostar em alguém que valha à pena. 

Adversários 

A pesquisa estimulada, na qual os nomes dos candidatos são apresentados as pessoas ouvidas, considerou ainda outros sete cenários envolvendo Lula e possíveis adversários: o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos); o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); o empresário Pablo Marçal (PRTB) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Nos oito cenários analisados, Lula sairia vitorioso. Ou seja: Se não for Bolsonaro, ele precisará apostar e investir em um nome muito forte. 

Salário 

Com a recomposição salarial das forças de segurança descartada, as propostas de revisão dos servidores do Tribunal de Justiça (TJMG), do Ministério Público (MPMG), do Tribunal de Contas (TCE-MG) e da Defensoria Pública estão prontas para votação, em 1º turno, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O ok foi dado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), nesta quarta-feira. O Projeto de Lei (PL) 3.213/24, do presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior, prevê a correção de 3,69% nos vencimentos e proventos, retroativa a 1º de maio de 2024. O percentual é equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado de maio de 2023 a abril de 2024. Mas, em algumas situações, o reajuste pode chegar a 16%. E adivinha se não vai passar. Não resta dúvida. Todo ano, é clara a preferência de boa parte dos deputados e pelo governo de Minas, pelos servidores da Justiça. 

Neste caso, mesmo sabendo que a estimativa do impacto orçamentário-financeiro exercícios de 2025 e de 2026 é de R$ 247,2 milhões. Será por que? 

Esperança 

Mas, nem tudo está perdido. O deputado Eduardo Azevedo (PL), já adiantou que a Comissão de Segurança Pública, da qual ele faz parte, irá inserir uma emenda ao projeto do que prevê revisão dos servidores da Justiça, para contemplar os da segurança pública. Uma luz no fim do túnel, já que não se for agora, acabaram as chances da categoria, visto que o governo já afirmou que não dará neste ano, e 2026 tem eleições, período que é vetado qualquer tipo de reajuste. Aliás, digno de aplausos o trabalho incansável dessa comissão em prol da Polícia Militar, Civil, Bombeiros e policiais penais. Agora, além de pressionar, resta orar para que esta emenda seja aceita. 

Educação 

Outro projeto que promete movimentar a Casa legislativa de Minas é o dos servidores da educação, que já aportou na ALMG.  A proposta é do governador Romeu Zema (PL), e atualiza o piso salarial com índice de 5,26%. Conforme a justificativa apresentada na mensagem, o reajuste está de acordo com o Piso Salarial Nacional da Educação Básica. A alteração, segundo o texto, ocorre em consonância com o valor fixado em portaria do Ministério da Educação de janeiro de 2025 e terá efeitos retroativos ao primeiro dia deste ano. Os 5,26% serão também aplicados às demais carreiras do Grupo de Atividades de Educação Básica, aos cargos de provimento em comissão de diretor de Escola e secretário de e às gratificações de função de vice-diretor, coordenador e o posto de Educação Continuada. Além dos inativos e pensionistas. Enfim, os educadores, “pais de todas as profissões”, terão não o que merecem, mas já é o início. 

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