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Preto no Branco

Não é para todos 

Não é para todos 

Como era esperado, a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todas as condenações de José Dirceu na operação “Lava Jato” deu o que falar e foi motivo de discursos inflamados dos políticos de oposição ao atual presidente. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi um que fez duras críticas. Em um pronunciamento no Senado, o parlamentar se indignou. Criticou o que considera uma disparidade no tratamento judicial, comparando a anulação das condenações de Dirceu com a manutenção da prisão de manifestantes do 8 de janeiro. Outro que não deixou barato foi o também senador Sérgio Moro (União Brasil). Ele, que esteve à frente dos processos da “Lava Jato”, defendeu sua atuação e criticou duramente a decisão. Afirmou que “o país recebeu atônito a notícia da anulação das condenações do ex-ministro José Dirceu, dizendo que este que é um dos grandes símbolos da corrupção do PT, dos governos do PT e dos governos do Lula”. Decisão que, infelizmente, só confirma que no Brasil, a justiça não é para todos. Como ter esperança que o país ainda encontre o caminho com aberrações como esta? É a pergunta que os senadores e muita gente fazem.

Como ficam?

Com a realização do segundo turno, as eleições terminaram. Mas, e os processos impetrados durante  período eleitoral que geralmente é marcado por acusações, brigas, notícias falsas e outras desavenças? A maioria fica a cargo do  Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em alguns casos, o relator pode pedir a opinião do Ministério Público Eleitoral, que pode tomar a decisão, chamada de monocrática, ou levada ao plenário da Corte. No entanto, com o fim das eleições, muitos destes processos podem perder o objeto, o que significa, não ser mais analisado em razão do encerramento do período eleitoral. Ou seja, não dá em nada. Surpresa? Nenhuma. 

De forma contínua 

 Projeto que institui campanha permanente de combate ao assédio e à violência contra mulheres, recebeu parecer favorável de 2º turno, na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALMG, nesta terça. De autoria do deputado Mauro Tramonte (Republicanos), a matéria pode voltar ao Plenário para votação definitiva. A relatora, deputada Andréia de Jesus (PT), emitiu parecer pela aprovação na forma do vencido, ou seja, sem alterações em relação ao texto votado pelo Plenário em 1º turno. Conforme essa redação, será acrescentado um inciso à lei que institui a política de atendimento à mulher vítima de violência no Estado. Se aprovado em Plenário o acréscimo, as iniciativas de conscientização deverão ser realizadas de forma contínua nos eventos culturais e esportivos realizados no Estado. Com certeza, será. Toda medida neste sentido ainda é pouco. As atuais, como a protetiva, dificilmente são obedecidas. 

Incentivo a elas

Já em 1º turno, a comissão aprovou parecer favorável ao PL que dispõe sobre diretrizes para a criação da Política Estadual de Promoção de Mulheres Adultas e Jovens em Espaços de Liderança. Na fundamentação, a autora, deputada Lohanna (PV), defende a necessidade de incentivar a participação feminina nas tomadas de decisão com programas de mentoria, competições de oratória e outras atividades extracurriculares. A relatora, Ana Paula Siqueira (Rede), opinou pela aprovação da matéria na forma do substitutivo nº 2. O novo texto mantém o objetivo original da proposta, incluindo diretriz relativa a mulheres e jovens negras, visando combater os obstáculos estruturais que dificultam o acesso e permanência delas em cargos de decisão e liderança. Para isso, prevê parcerias entre agentes públicos, privados e do terceiro setor. Além disso, o novo texto confere maior clareza às demais diretrizes propostas pelo projeto. Muito bom ver as representantes femininas no parlamento mineiro lutando pelas mulheres.

Duas de destaque 

E por falar em mulheres, duas delas que ocupam altos cargos e são destaque por onde passam, se encontraram em uma homenagem. A coronel Amanda Cristina, que por quase duas décadas esteve no 10° Batalhão do Corpo de Bombeiros em Divinópolis, parte deles no comando, foi a responsável em entregar uma comenda a uma divinopolitana de sucesso: Mila Corrêa da Costa. Ela que tem origem do bairro Bom Pastor, onde está o Batalhão, ocupa atualmente a Secretaria-adjunta de Governo de Minas. Concursada na ALMG, geriu antes a Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana. A homenagem foi do comando estadual do CB. Duas mulheres que engrandecem a representação de Divinópolis e região — Amanda é de Formiga —em cargos importantes no Estado. 

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