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Preto no Branco

Climão 

Por Bruno
Climão 

O retorno das reuniões ordinárias na Câmara nesta terça-feira, não foi marcado apenas pela leitura de muitos projetos que já aportaram na Casa, mas por clima meio estranho de alguns vereadores em relação a Wesley Jarbas (Republicanos). Algumas pessoas que perceberam não entenderam nada. Mas, nos bastidores, os comentários dão conta de que estão "botina" com o colega mais votado nas últimas eleições por ele ter tido "duas caras" em relação ao aumento do vale-refeição. Wesley, que também é vice-presidente da Mesa Diretora, concordou com o reajuste exorbitante do benefício — afirmação do próprio presidente,Israel da Farmácia —, e depois gravou vídeo com o senador Cleitinho Azevedo, também do Republicanos, voltando atrás. Há quem diga que ele vem sendo considerado em meio aos colegas “persona non grata".  

Climão II

Outro clima hostil que não passa é entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de Minas, Romeu Zema (Novo).  O chefe do Executivo nacional disse à Itatiaia que Zema, deveria respeitar o acordo que negociou a dívida de Minas . Para o petista, a negociação só foi possível por causa do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Lula citou o acordo que fez para que  o Estado deixe de pagar o juros, com o montante investido em educação, saneamento básico, habitação para que o dinheiro possa beneficiar o mineiro, e o governador tem feito críticas. Prossegue dizendo que Zema deveria pelo menos respeitar, porque foi feito o que ele não conseguiu fazer. Além disso, Lula fez duras críticas sobre como Zema lidou com a dívida ao longo de seu mandato. E não vai parar por aí. Apesar dessa arenga ter começado não é de hoje, pode piorar ainda mais com a proximidade das eleições do ano que vem. 

De praxe

As comissões permanentes já estão formadas para a atual legislatura da Câmara. Os grupos foram nomeados pelo presidente da Casa, Israel da Farmácia. Como acontece a cada novos mandatos, nas casas legislativas, ou para ocupar cargos no Executivo, sempre fica uma brecha que cabe questionamento. Por que não são colocadas pessoas que tenham formação no assunto, ou que pelo menos conheçam muito? Na maioria dos cargos, os ocupantes são escolhidos por conchavos durante as campanhas eleitorais ou a pedido de alguém. Isso acontece, e não é de hoje, nas três esferas do país. Simplesmente para atender o desejo político, quando na verdade, a população é que deveria ser assistida por pessoas que saibam o que estão fazendo, ou seja: que preste um serviço com eficiência. Mas, não! Os interesses próprios sempre vem em primeiro lugar. O resultado é um serviço abaixo da média, que, além de prejudicar o próprio poder que nomeou, afeta principalmente o povo, que paga cara por um retorno ineficiente. Ao deixar a professora Kell Silva e o Vitor Costa fora da Comissão de Educação, foi exatamente isso, que aconteceu na escolha dos vereadores para as comissões da Câmara de Divinópolis. Lamentável? Sim. Mas, não é novidade. 

'Racismo reverso'

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que ofensas a uma pessoa branca motivadas exclusivamente pela cor da pele não configuram injúria racial, mas sim injúria simples. O caso teve origem em Alagoas, onde um homem negro foi denunciado por injúria racial após chamar um homem branco de “escravista cabeça branca europeia” em um aplicativo de mensagens. A defesa argumentou que não existe “racismo reverso”, tese aceita pelo STJ. No No julgamento, foi reforçado que a legislação não prevê "racismo reverso" tendo como destaque, que a injúria racial se aplica a ofensas baseadas em raça, cor, etnia ou procedência nacional, com pena de 2 a 5 anos. Já a injúria simples, que trata da ofensa à dignidade, prevê pena de 1 a 6 meses. Decisão apoiada pela Defensoria Pública da União. O órgão alegou a impossibilidade da existência de “racismo reverso”, visto que a Lei de Racismo tem o objetivo de proteger grupos sociais historicamente discriminados por sua própria existência, não sendo possível incluir nela pessoas que pertencem a grupos historicamente privilegiados. Complexo, e muitas pessoas podem não concordar. Porém, se é previsto em lei, não há o que discutir. 

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