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Preto no Branco

Vai de vice?

Por Bruno
Vai de vice?

O governador Romeu Zema (Novo) já afirmou que não abre mão do seu vice Mateus Simões, mesmo partido, na disputa para seu lugar na principal cadeira do Executivo de Minas Gerais. Mesmo quando confrontado citando outros nomes, como Cleitinho Azevedo (Republicanos), é enfático ao falar de Simões para 2026. E olha, que trata-se de um importante apoiador, aliás, importantes, pois além de Cleitinho, seus irmãos, o deputado Eduardo (PL) e Gleidson, inclusive, o prefeito é do seu partido. Martelo batido por parte do governador sobre o cabeça de chapa, surgem então, as especulações de um nome para compor com ele.  E o último a ficar em evidência, é o do deputado federal Domingos Sávio (PL), eleito por Divinópolis. O parlamentar que tem uma relação próxima a Zema, ainda não se manifestou sobre a possibilidade, mas já tem gente apostando na dupla. Se for olhar pelo lado da experiência, Sávio é sem dúvida, um nome e tanto. Não só por suas diversas passagens em cargos no Legislativo, e um no Executivo, mas pela inteligência, jogo de cintura, conhecimento de todos os assuntos e oratória excepcional. Além de perfil, que é fundamental. Quesitos que o credenciam para o cargo, não de vice, mas de governador. No entanto, infelizmente, as qualidades também esbarram nas decisões políticas.

Poder de polícia

E por falar em Domingos Sávio, que segue como vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), realiza amanhã, a sua primeira reunião do ano, na sede do grupo em Brasília. Entre os temas que serão debatidos no encontro está o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que concede poder de polícia à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Conforme o texto, editado no dia 3 deste mês, em caso de risco iminente aos direitos dos povos indígenas, a Funai poderá, por exemplo: apreender bens ou lacrar instalações particulares envolvidas nas infrações. A reação da oposição foi imediata. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), por exemplo, protocolou um Projeto de Decreto Legislativo que susta a medida do governo. Na visão do presidente da Frente, deputado Pedro Lupion (PP-PR),  o texto é “claramente inconstitucional” e usurpa as competências do Congresso. Isso porque é apenas o início do embate. Não há dúvidas que  não “ficaria por isso mesmo”.

Comissões em evidência

O ano legislativo começou e com ele, uma das primeiras providências é a nomeação das comissões. O que já foi feito, por exemplo, na Câmara de Divinópolis e ainda rende comentários e vídeos das redes sociais.  Nesta semana, é a vez do Senado que começa a definir a presidência das 16 comissões permanentes para o biênio 2025-2026. A divisão das comissões segue o critério do tamanho das bancadas, tendo em vista que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), obteve o apoio da maioria dos partidos no pleito que definiu a nova Mesa Diretora. O PL terá o maior número de comissões, presidindo três colegiados: Segurança Pública, a de Esporte e a de Infraestrutura. O Republicanos de Cleitinho, que é de oposição ao governo, indicará a senadora Damares para a Comissão de Direitos Humanos. Por sua vez,  o PT deve indicar a senadora Teresa Leitão para o comando da Comissão de Educação e Cultura. Até onde se viu,  não tem nenhum representante de Minas nos dois principais partidos da Casa, ou mesmo em outros, na representação das comissões. E não é por falta de nomes capacitados e influentes. Talvez, não para as legendas e seus interesses. 

Mandou recado

Ainda falando das escolhas para as comissões na Câmara de Divinópolis, um vídeo postado na semana passada nos grupos de WhatsApp, chama atenção. Um influencer digital que trata de assuntos de política e foi candidato a vereador nas últimas eleições, afirmou que após se posicionar sobre a Comissão de Educação, o presidente da Casa cedeu. Como assim? O próprio Israel da Farmácia se posicionou na Tribuna e mandou um recado para alguns que estão se comportando desse jeito, pós-eleição. Foi duro e chegou a falar que se tratava de candidatos derrotados. E tem que fazer isso mesmo. É um absurdo até pensar que as nomeações tiveram influências de fora do Legislativo. Neste sentido, a Presidência garante que as escolhas foram feitas de forma independente e sem nenhuma orientação ou pressão externa respeitando o Regimento Interno. Realmente é o que se espera para o bem de todos e do povo. 

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