Incógnita

As movimentações rumo à Presidência da República nas Eleições 2026, seguem a todo vapor. No entanto, tudo ainda está no campo de especulações e incertezas. Uma delas gira em torno do nome de Gusttavo Lima. O sertanejo é cortejado por vários partidos. Depois de o presidente do PRTB, Leonardo Avalanche cogitar o nome dele em uma chapa formada com o ex-coach que disputou a Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, outras siglas, consideradas nanicas entram na jogada, como o PP, que tem como presidente o senador Ciro Nogueira. Porém, Nogueira frisa que a viabilidade da candidatura do artista à Presidência depende do apoio dentro do partido e, especialmente, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Neste cenário incerto pouco mais de um ano para o processo eleitoral do ano que vem, o nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), não aparece tão cotado como anteriormente. O fato é que algo neste sentido só se concretizará com o aval de Bolsonaro, que continua inelegível.
'Monopólio'
Por outro lado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, dá como certa a filiação de Gusttavo Lima para o União Brasil e disse que o futuro do partido não será decidido por um “monopólio”. O chefe do Executivo goiano é pré-candidato à Presidência e busca espaço na direita, mas enfrenta resistência de uma ala lulista na própria sigla. O problema é que ao patrocinar a candidatura do “embaixador”, ou ele desiste do objetivo maior que é a Presidência, devido a resistência de colegas de sigla e apoia o sertanejo, ou conquista a adesão para seu nome e Gusttavo Lima tenta uma cadeira no Senado. O certo até agora é que se aliando ao cantor para 2026, ganha um aliado com apelo popular fora no Centro-Oeste brasileiro e outras diversas regiões do país onde Lima tem milhares de fãs. Quando que político dá "ponto sem nó"?
'Exoneraço'
O novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), “chegou, chegando”. Em uma das suas primeiras ações, fez um “exoneraço” e tirou 465 servidores de cargos em comissão na Casa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira. A medida drástica pegou os funcionários de surpresa, pois não foram comunicados previamente nem pelos seus deputados. No entanto, parlamentares que haviam feito indicações para os cargos minimizaram as exonerações. Apenas disseram que esse tipo de ação é comum quando há nova gestão no comando da Casa. Não são bobos de ir contra. E os interesses que passam pelas mãos da Mesa Diretora? Agora, só resta a eles aguardar a reestruturação da Casa sob o comando de Motta, para renegociar os espaços. E tem outro jeito?
Obrigatório
Estados como Rio de Janeiro e São já adoram o uso de câmeras nas fardas dos policiais militares. Em Minas Gerais, apesar da disponibilidade dos equipamentos, ainda não se viu em uso nas ações da PM. No entanto, essa ausência pode estar com os dias contados. O Ministério Público de Minas Gerais (MP) propôs uma ação civil pública contra o Estado pedindo a implementação e utilização de câmeras operacionais portáteis por todos os militares que atuam no policiamento ostensivo, no prazo de dois anos. O documento prevê ainda multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A ação pede ainda a concessão de tutela de urgência antecipada, determinando que, no prazo de 30 dias, a PM utilize as câmeras operacionais em atividades de policiamento ostensivo especialmente em unidades com maiores registros de interações com uso da força. Neste caso, também há previsão de multa diária de R$ 50 mil. O que não dá para entender é o não uso, já que os equipamentos já estão disponíveis e são importantes nas operações, principalmente para os militares, muitas vezes, sujeitos à imagens feitas por terceiros. Além disso, o dinheiro absurdo que foi gasto na aquisição e vem para somar na transparência das ações.
De propósito
O MP diz não entender porquê de o governo de Minas e a Polícia Militar de Minas Gerais propositalmente retardar o uso de câmeras, já havendo alocadas no Estado, a partir de 2021, 1.040 equipamentos comprados com verbas do tesouro nacional e outras 602 adquiridas com recursos do Fundo do Ministério Público. Neste caso, nem só o órgão de Justiça não entende. Estes cerca de 2 mil equipamentos, já eram para estar em uso pelo menos em Belo Horizonte e nas principais cidades do Estado, em especial aquelas que apresentam um índice de criminalidade maior. Mas, como "manda quem pode, obedece quem tem juízo", aguardemos.
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