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Preto no Branco

Mais disputadas 

Por Bruno
Mais disputadas 

Fevereiro está passando rápido e no mesmo ritmo, as  casas legislativas seguem para nomear suas comissões. Desta vez, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais atua neste sentido. Os Líderes de blocos vão indicar nomes.  Não muito diferente das câmaras municipais, as comissões Constituição e Justiça (CCJ), Educação, Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), Segurança Pública e Direitos Humanos são algumas das mais disputadas. O motivo é simples: Conquistar a presidência de uma delas pode ser considerada uma vitória política para o governador Romeu Zema (Novo) — que tem a maioria na Casa —  ou para a oposição. Isso porque a depender de quem presidir ou integrar uma determinada comissão, o Governo de Minas, como prefeitos, presidente da República, pode ter mais facilidade ou enfrentar resistência em votações de projetos importantes. Dito isso, fica fácil saber porque a disputa é tão acirrada e tem tantos pitacos de fora, em especial, de integrantes do Executivo. 

Articulações

Como tudo na política funciona assim, após a formalização das indicações, os deputados irão se articular para definir os presidentes e a formatação das comissões. A expectativa é que isso ocorra nesta quarta-feira, 12. A Assembleia conta com 23 colegiados permanentes no total. A expectativa gira em torno dos representantes de Divinópolis Lohanna França (PV) e Eduardo Azevedo (PL). Aguardemos. 

Repasse para prefeituras 

Por falar em articulação e relação entre os representantes do povo, o governador Romeu Zema (Novo) anunciou, na semana passada, o adiantamento de três parcelas do Acordo do Fundo Estadual de Saúde para os municípios mineiros. O repasse de R$ 165 milhões representa um alívio imediato para as prefeituras, mas, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) Marcos Vinicius,  alerta que 2025 exige cautela e planejamento. Ele destaca a importância da antecipação, porém, reforça que os gestores devem agir com responsabilidade diante de um cenário econômico desafiador. Planejar é obrigação de uma prefeitura bem gerida, mas daí, economizar, diante de tanta demanda, já é tarefa praticamente impossível. 

'Feminicídio zero' 

Diante de tantos ataques covarde as mulheres, o Ministério da Saúde (MS) lançou a mobilização nacional pelo "Feminicídio Zero" no Carnaval do Rio de Janeiro, ação foi promovida na Cidade do Samba, em parceria dos ministérios das Mulheres e da Saúde, juntamente com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Liga Independente das Escolas de Samba do da Cidade Maravilhosa.  Trata-se de uma mobilização nacional permanente do Ministério das Mulheres, que envolve diversos setores, a partir de comunicação ampla e popular, implementação de políticas públicas e engajamento de influenciadores. Para o restante do ano de 2025, a ideia é implementar uma agenda conjunta entre os ministérios, voltada para a campanha. Exatamente. Iniciativas para barrar um problema tão grave, não pode se resumir a uma determinada época ou data, como já acontece em  outras movimentações no país. Do jeito que lá vai, é preciso orar e vigiar, 24 horas.

'Sala Lilás'

A Lei 14.847/24, promulgada em abril do ano passado, determinou que mulheres vítimas de qualquer tipo de violência sejam acolhidas e atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS), em um ambiente que garanta privacidade e restrição do acesso, em especial do agressor. Para orientar gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal a implantar e operacionalizar as chamadas "Salas Lilás", o Ministério da Saúde lançou, recentemente, uma nota técnica. Entre as principais características que a construção e a operacionalização que esses espaços devem ter está a determinação de um ambiente reservado e com sinalização discreta. Seria o ideal. Mas, infelizmente, na maioria dos municípios, não tem nem uma sala para esse acolhimento, que dirá, lilás. Que Brasília seja só o começo desse trabalho necessário e urgente em todo Brasil. 

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